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Campeões de multas devem R$ 475,3 mil no DF 

Os dez piores motoristas do Distrito Federal, juntos, colecionam a assustadora marca de 4.958 infrações flagradas pelo sistema de vigilância eletrônica do Detran (Departamento de Trânsito). Todas são por excesso de velocidade ou ultrapassagem de sinal vermelho, comportamentos que colocam em risco a segurança da população.

“Eles são infratores contumazes, que seguidamente desrespeitam as leis de trânsito. Queremos tirá-los das ruas”, afirma o diretor de Fiscalização do Detran, Nelson Leite. Só o primeiro da lista, tem 940 infrações registradas e acumula dívidas de R$ 91.013,83 em multas e licenciamentos vencidos.

Para tirar os campeões de infrações das ruas, o Detran lançou a operação Cartas Marcadas. Usando os endereços e os horários em que as ações de desrespeito à lei são flagradas, o núcleo de inteligência do órgão mapeia o comportamento dos infratores.

 A partir daí, os agentes montam campanas e ficam à espera de surpreendê-los em um novo ato de irresponsabilidade. “São operações estudadas, mas dependem também da sorte. Estas pessoas não têm comportamento de cidadãos normais, elas alternam caminhos para não serem pegos pela fiscalização”, afirma Nelson Leite.

Na última quarta-feira, os agentes conseguiram recolher um veículo que figurava no 35º lugar da lista. Trata-se de um Golf dourado, que acumula 207 infrações registradas e cujo dono deve, entre IPVAs atrasados, taxas de licenciamento, seguros obrigatórios e multas, mais de R$ 30 mil aos cofres públicos. O motorista trafegava pela L2 Norte quando foi abordado.

Por enquanto, os agentes trabalham com uma lista de 70 veículos que têm mais de uma centena de multas anotadas no registro. O trabalho exige persistência. Do início do ano para cá, apenas três foram pegos.

Valor dos carros é inferior ao das multas

Nenhum veículo da lista dos campeões vale mais do que o total de débitos que seus proprietários têm com o governo. De acordo com o chefe de fiscalização do Detran, Nelson Leite, os inscritos na lista são carros populares ou veículos velhos, com mais de dez anos de uso.

“Na prática, nós retiramos esses carros das ruas porque os condutores não vêm buscá-los no depósito. Não vale a pena para eles”, afirma Leite.

A expectativa é de que o tamanho do prejuízo seja uma punição suficiente para que os infratores contumazes mudem o comportamento. “Nossa expectativa é de que, ao perder um bem, eles repensem as atitudes.”

FONTE: Band

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