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Carros mais leves ajudam a reduzir emissão de CO2 

Embora no futuro haja um empurrãozinho para motores híbridos, elétricos ou a hidrogênio, especialistas afirmam que “carros do amanhã” deverão ser também mais leves. Estudos internacionais mostram que a cada 1 kg de alumínio utilizado em substituição ao aço ou ferro fundido em carros, é possível poupar emissões de até 20 kg de CO2. De olho no desenvolvimento de veículos menos poluentes, empresas brasileiras começam a se associar para desenvolver protótipos de carros mais leves, com carrocerias, peças e motores de materiais como o alumínio, mais leve. Vantagens A substituição de materiais como aço e ferro fundido por alumínio pode reduzir em 400 kg o peso de um automóvel de tamanho médio. Se tratando de economia, o veículo mais leve, um veículo de tamanho médio, por exemplo, consome menos combustível: cada 10% de redução no peso representa de 5% a 10% de economia. Na Reciclagem também ganha. Até 90% dos componentes de veículos de alumínio podem ser reciclados. A desvantagem é que do alumínio utiliza mais energia elétrica que a do aço. Exemplo O Audi A8, por exemplo, usado pra substituir o modelo V8, é praticamente todo em alumínio com exceção das engrenagens da transmissão. “Conseguimos um veículo 300 quilos mais leve do que os concorrentes da mesma categoria”, diz Lothar Werninghaus, O gerente e consultor técnico da Audi do Brasil. O carro pesa 1.750 kg com acabamento praticamente completo, enquadrando-se entre os mais luxuosos do mercado. Se fosse em metal ferroso, salienta Lothar, pesaria mais de duas toneladas. No Audi A8, o alumínio é usado em suas mais diversas formas, inclusive no spaceframe, uma espécie de gaiola estrutural toda montada com alumínio. Na carroceria vão as chapas tratadas termicamente e depois estampadas. “Elas entram em um forno que chega a 250° C de temperatura, ficam lá por 30 minutos e vão para resfriamento. Todo esse processo faz com que as chapas tornem-se mais maleáveis de forma que as pequenas batidas na lataria sejam menos visíveis”, explica. O Fusion, carro de luxo comercializado pela Ford, leva mais alumínio do que os veículos convencionais. Segundo engenheiros da marca, o Fusion tem alumínio no bloco do motor, cabeçote, tampa frontal, caixa de câmbio, mancais e rodas, totalizando mais de 100 kg desse metal. Diferenças Na Europa e EUA há leis determinando a redução do consumo de combustíveis e das emissões de poluentes. Em razão disso, a indústria aposta no desenvolvimento de carros mais leves. “Na Europa, a principal preocupação é a redução das emissões de CO2, enquanto nos EUA eles querem reduzir a dependência do petróleo. Para alcançar esse objetivo, um dos meios é a substituição de matérias-primas como o aço e o ferro pelo alumínio”, explica Ayrton Filletti, coordenador do Comitê de Transportes da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

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