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Carro sem motorista pode mudar as cidades 

Veículos estão em fase de testes, mas tecnologia pode ser lançada em uma década

Ver um carro do Google que não necessita de motorista voando pela rodovia 101 do Vale do Silício ou estacionando numa rua de São Francisco não é exatamente uma cena excepcional. À medida que montadoras como Audi, Toyota e Mercedes-Benz elaboram seus projetos de carros autodirigíveis, é só uma questão de tempo para esses veículos saírem da Califórnia e se tornarem parte dos grandes engarrafamentos nos EUA.

Embora o carro que não necessita de motorista ainda pareça ficção científica fora do Vale, as pessoas que trabalham e criam a tecnologia começam a indagar o que tais carros poderiam significar para a cidade do futuro. A resposta é: “muito”.

Imagine uma cidade onde você não fica dando voltas à procura de lugar para estacionar. Os semáforos serão menos comuns porque sensores inseridos nos carros e ruas coordenarão o tráfego. E os tíquetes de estacionamento se tornarão raridade, uma vez que os carros serão inteligentes o bastante para saber onde não devem parar.

À medida que cientistas e empresas automobilísticas avançam – muitos esperam que estes veículos já sejam comuns na próxima década – pesquisadores, urbanistas e engenheiros vêm estudando como os espaços nas cidades podem mudar se nossos carros começarem a dirigir por nós.

Claro que existem riscos: as pessoas podem ficar mais dispostas a viajar distâncias maiores diariamente, o que levaria a uma nova expansão urbana.

A cidade do futuro teria ruas mais estreitas porque os espaços de estacionamento não seriam mais necessários. Segundo o Departamento de Seguranças nas Estradas dos EUA, 30% do tempo de condução nas áreas comerciais da cidade são desperdiçados em busca de estacionamento. De acordo com a agência, quase um bilhão de quilômetros conduzindo um veículo é desperdiçado a cada ano pelas pessoas em busca de um local onde parar o carro.

“O que a automação permitirá será redesenhar tanto os espaços das cidades como do próprio carro”, diz Ryan Calo, professor na School of Law da Universidade de Washington, especializado em robótica e drones.

Pesquisadores da Universidade de Harvard observam que, em algumas cidades, um terço do solo é ocupado por estacionamentos de carros. Para alguns urbanistas, o custo dos imóveis pode cair à medida que aumenta o espaço nas cidades.

O projeto Autonomous Intersection Management, criado pelo Laboratório de Inteligência Artificial na Universidade do Texas, em Austin, idealiza cidades onde não há semáforos e sensores dirigem o fluxo do tráfego. É claro que esta cidade utópica vai demorar para existir. Porta-voz da Audi disse que um carro totalmente automatizado não estará disponível antes do fim da década. E questões de fiscalização precisam ser solucionadas antes deste novo carro ser autorizado.

Mas as peças já começam a se encaixar, pelo menos a ponto de entusiasmar os que têm os olhos voltados para o futuro. No ano passado, Jerry Brown, governador da Califórnia, sancionou lei que abre caminho para os carros autodirigíveis na Califórnia, que será o terceiro Estado a permitir os carros nas rodovias. E as agências federais começam a analisar o seu impacto. Em maio, o departamento dos Transportes fez seu primeiro comunicado formal sobre os veículos autônomos, incentivando as cidades a autorizar os testes com os carros.

Mas, para alguns, esta promessa parece familiar. “A cidade do futuro não será um local sem congestionamentos. Essa mesma previsão, de que os carros libertariam as cidades dos engarrafamentos provocados pelos cavalos nas ruas, já foi feita”, disse Bryant Walker Smith, membro do Centro de Pesquisa Automotiva em Stanford.

Fonte: Estadão


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