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Comitê traça estratégias para preservar vidas no trânsito 

O Comitê de Análise de Acidentes de Trânsito com Vítimas Fatais deverá anunciar em dezembro o balanço referente às ocorrências registradas no município no primeiro trimestre desse ano o primeiro período estudado pelo grupo. A informação é da representante da Secretaria Municipal da Saúde na entidade, Vera Lídia Oliveira. Ela participou da nona reunião do comitê, nessa terça-feira (6), na Secretaria Municipal da Saúde.

O comitê é uma estratégia do projeto nacional Vida no Trânsito – a versão brasileira do Global Road Safety Partnership, para melhorar a segurança no trânsito com a responsabilidade compartilhada entre os vários segmentos sociais. Além da Secretaria Municipal da Saúde, integram a entidade representantes da Polícia Rodoviária Estadual, Batalhão de Polícia de Trânsito, Instituto de Criminalística, Batalhão de Polícia Rodoviária, Secretaria Municipal de Trânsito e Delegacia de Trânsito. “Nosso objetivo é explicitar cada fator envolvido nos acidentes e estabelecer de que forma é possível promover ações governamentais e da sociedade civil que previnam a ocorrência de outros”, resume Vera.

A partir de estatísticas, croquis, fotos e discussões de caso, o grupo esquadrinhou as condições infraestruturais e comportamentais que contribuíram para mais seis dos 61 acidentes com morte (no local do evento ou posterior) verificados no período. Com isso já foram estudados 55 casos, avaliados por meio de trinta variáveis agrupadas segundo fatores de risco, condutas de risco e proteção inadequada, além da condição das vítimas no momento do acidente se pedestre, ciclista, motociclista, passageiro ou condutor de veículo leve, ônibus ou caminhão.

Entre os fatores de risco agrupam-se as variáveis velocidade, álcool, infraestrutura, veículo, fadiga, visibilidade, drogas, uso de telefone celular e condições climáticas. Entre as condutas de risco estão avanço de sinal, porte de habilitação, trânsito em local proibido, trânsito em local impróprio, mudança de pista, distância entre veículos e desrespeito à sinalização. Não uso de capacete e cinto estão entre os fatores relacionados à proteção.

Cenário

O trânsito é o segundo fator de mortalidade entre as chamadas causas externas, onde é precedido somente pelos homicídios. No cômputo geral da mortalidade ele também é importante, uma vez que os fatores externos são a terceira causa de óbito na cidade. Somente as doenças cardiovasculares e as neoplasias apresentam taxas maiores.

Outro aspecto importante do tema é o impacto do trânsito como agente de morbidade. “Mesmo quando a violência no trânsito não mata, causa um custo sócio-econômico enorme com hospitalizações e tratamentos e, muitas vezes, deixa sequelas que incapacitam gente ainda jovem. Isso pode e precisa ser evitado”, observou a secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas, que acompanha de perto as ações do projeto Vida no Trânsito.

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