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21 de julho de 2024

Congestionamento provoca estresse e ansiedade


Por Talita Inaba Publicado 29/07/2013 às 03h00 Atualizado 08/11/2022 às 23h33
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Muitos motoristas de São Paulo enfrentam um problema comum: o estresse por ficar parado nesses longos congestionamentos. A lentidão, ou melhor, a paralisação causa ansiedade, insegurança e outros problemas que afetam diretamente o nosso organismo. Há quatro meses, a jornalista e empresária Adriana Monteiro vendeu o carro dela e diz que está se virando muito bem. “Eu peço carona para os meus amigos, para as pessoas conhecidas, ando de táxi, de ônibus, a pé. Acho que não quero mais ter carro”. A empresária conta que, como todo mundo, nunca teve paciência para os congestionamentos, mas decidiu abrir mão do carro depois de um assalto. Os ladrões estouraram o vidro e levaram a bolsa dela. “O carro passou a ter outro significado. Porque eu saía sempre em estado de tensão. À noite, durante o dia, faça chuva, faça sol, você estava ali sempre neste estado de tensão”. O congestionamento traz medo, insegurança, sensação de impotência, ansiedade, um quadro que os médicos chamam de estresse crônico porque a situação se repete e não há nada que o motorista possa fazer. Além da cabeça, o corpo também sofre. A tensão provoca uma descarga de adrenalina, os batimentos cardíacos aceleram, a pressão sanguínea sobe e em alguns casos até a taxa de açúcar no sangue aumenta. Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor, diz que tudo isso pode levar a crises de pânico. “As situação de estresse crônico são preocupantes. Eu vejo o trânsito como isso: o que você vai fazer para resolver o problema do trânsito? Nada. Você pessoalmente é impotente para resolver os problemas de trânsito. O que é que você pode fazer? Aprender a conviver com ele para não adoecer”. O médico também dá algumas dicas: para evitar estresse no trânsito, não dirija se você já estiver estressado, saia de casa uma, até duas horas mais cedo, faça caminhos mais longos e menos congestionados e não entre “na pilha” dos outros motoristas. Adriana diz que vive melhor sem o carro. “A cidade passou a ter outra moldura, que não a moldura dos vidros, este limite. Porque quando você pega uma carona e precisa caminhar, para tomar um táxi ou um ônibus, você passa a olhar outras coisas”.

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