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Crianças têm o direito à segurança no trânsito 

Crianças têm o direito à segurança no trânsito

A campanha #SaveKidsLivesSegurança das crianças marca a III Semana Global de Segurança Viária da ONU que tem como tema a segurança das crianças

Em todo o mundo, mais de 500 crianças morrem todos os dias em acidentes de trânsito, segundo dados da ONU. Outras dezenas de milhares são feridas, muitas vezes deixando sequelas permanentes. Apenas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, por dia, mais de cinco crianças são vítimas fatais do trânsito e, em um ano, cerca de 15 mil são hospitalizadas por esses acidentes. Além disso, no ano de 2014 foram pagas, pelo DPVAT,  45.683 indenizações por acidentes de trânsito na faixa etária de 0 a 17 anos.  Quase 50% delas envolviam crianças em motocicletas.

Em resposta a essas estatísticas, colaboradores de Segurança Viária das Nações Unidas, lançaram a campanha global #SaveKidsLives ou em português #SalvemNossasCrianças. A ação é um apelo aos líderes mundiais para que incluam medidas de prevenção para as mortes no trânsito nos novos objetivos para o desenvolvimento global.

As atividades da Semana irão centrar-se da Declaração das Crianças e na colaboração com a mídia para disseminar o tema. A Declaração (www.savekidslives2015.org) foi desenvolvida de modo a refletir a voz das crianças de vários países, enfatizando suas visões de um mundo com trânsito mais seguro. Elas pedem infraestruturas como calçadas no trajeto casa-escola para que possam andar a pé e bicicleta; lombadas próximas às escolas; segurança nos transportes: escolar, de carro, de motos com dispositivos de segurança e condutores mais conscientes, as crianças demandam, principalmente, mais ação voltada à segurança no trânsito.

“As crianças, especialmente as menores, ainda não têm maturidade para se cuidarem nas ruas, cabe ao poder público, pais, responsáveis e escola proporcionarem medidas que contribuam com um ambiente mais seguro para elas”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

Segundo o especialista, além de infraestrutura adequada, a educação de trânsito nas escolas é fundamental para despertar o sentido de autopreservação na criança. “As crianças desta faixa etária estão em perigo, especialmente por não perceberem os riscos do trânsito. Precisamos alertá-las, conscientizá-las e prepará-las para um comportamento autônomo mais seguro, o que se consegue despertando a percepção de riscos. Assim, tanto hoje como no futuro, a sociedade passa a contar com uma poderosa mobilização para um trânsito mais humano e seguro”, avalia Mariano.

Essa medida é capaz de levar o aluno a se identificar com os problemas já vivenciados ou que ela ainda irá vivenciar no trânsito, permitindo que ele perceba os riscos e ajuste seu comportamento, contribuindo efetivamente para sua própria segurança. Estas crianças passam a ver o mundo com uma perspectiva cidadã diferenciada, alinhada com o que se espera de todos os usuários do trânsito. “A partir daí, colhemos o benefício da forte influência que os filhos exercem sobre as pessoas com quem convivem, especialmente seus pais. Há um efeito colateral maravilhoso neste processo: a criança que percebe o trânsito sob a perspectiva cidadã, também torna-se melhor como filho, aluno, amigo e em qualquer outra circunstância da vida”, afirma Mariano.

10 estratégias para manter as crianças seguras, segundo a ONU:

– Controlar a velocidade em zonas escolares.

– Reduzir o número de motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas.

– Incentivar o uso de capacetes por ciclistas e motociclistas.

– Transportar as crianças da maneira correta.

– Aperfeiçoar a capacidade da criança para ver e ser vista.

– Melhorar a infraestrutura viária.

– Adaptar a concepção de veículos.

– Investir na formação de condutores.

– Prestar cuidados adequados para crianças feridas.

– Supervisionar as crianças nas ruas.

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