El Niño acende alerta para chuvas intensas e alagamentos; veja como proteger seu veículo
Possíveis alterações no regime de chuvas reforçam a importância de acompanhar alertas meteorológicos, evitar vias inundadas e manter a manutenção do veículo em dia.

A possibilidade de alterações no regime de chuvas associadas ao El Niño reforça a necessidade de atenção dos motoristas às condições do tempo e das vias. Temporais, alagamentos, granizo e quedas de árvores podem comprometer a circulação, provocar danos aos veículos e, principalmente, colocar em risco a vida dos ocupantes.
Os efeitos do fenômeno climático não são iguais em todo o Brasil. Enquanto algumas áreas podem registrar chuvas acima da média, outras podem enfrentar condições mais secas. Por isso, antes de viajar ou realizar deslocamentos durante períodos de instabilidade, é importante acompanhar as previsões locais e os avisos dos órgãos meteorológicos e da Defesa Civil.
Para quem está ao volante, a preparação envolve cuidados com a condução, manutenção preventiva e atenção aos locais onde o veículo será estacionado. Em situações extremas, evitar o deslocamento pode ser a medida mais segura.
El Niño exige atenção às condições do tempo em cada região
O El Niño é um fenômeno climático que pode influenciar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil. Seus impactos, entretanto, variam conforme a região e o período.
Conforme a Associação de Proteção Veicular e Serviços (APVS) há uma perspectiva de chuvas acima da média histórica em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste durante este mês, enquanto partes do Norte e do Nordeste podem apresentar volumes abaixo do normal.
Essas tendências regionais não significam que todos os municípios terão as mesmas condições. Um alerta de temporal, por exemplo, deve ser avaliado de acordo com a previsão para o local e o horário do deslocamento.
A recomendação é consultar os avisos meteorológicos e verificar se há registros de alagamentos, interdições ou outros problemas no trajeto antes de sair de casa.
“O clima é algo que não conseguimos controlar, mas podemos nos preparar melhor para seus impactos. Acompanhar as condições meteorológicas e evitar circular por áreas de risco durante eventos extremos são cuidados importantes para preservar tanto as pessoas quanto o veículo”, afirma Kleber Vitor, superintendente da APVS.
Como dirigir com segurança durante chuvas intensas?
Quando a chuva começa, o motorista precisa adaptar imediatamente sua forma de conduzir. A redução da visibilidade e da aderência dos pneus ao pavimento pode dificultar a percepção de obstáculos e aumentar o espaço necessário para uma frenagem.
Por isso, as principais orientações são reduzir a velocidade, ampliar a distância em relação ao veículo da frente e evitar freadas e manobras bruscas.
Também é importante manter os faróis acesos e observar com atenção a movimentação de motociclistas, ciclistas e pedestres, que podem ficar menos visíveis durante um temporal.
Se a chuva comprometer a visibilidade a ponto de impedir a condução segura, o motorista deve procurar um local adequado para interromper o deslocamento. A parada, porém, não deve ser feita sobre a pista ou em áreas sujeitas a inundação.
Encontrou uma rua alagada? Não tente atravessar
Entre os riscos associados às chuvas intensas, os alagamentos merecem atenção especial. Mesmo quando a água parece rasa, o motorista pode não conseguir identificar sua profundidade, a existência de buracos ou as condições do pavimento. Além disso, a correnteza pode deslocar o veículo e colocar os ocupantes em perigo.
A orientação é não insistir na travessia de uma via tomada pela água.
Além do risco à vida, a entrada de água pode provocar danos mecânicos e elétricos. O veículo também pode parar de funcionar durante a tentativa de passagem, deixando os ocupantes em uma situação ainda mais vulnerável.
Ao encontrar um trecho inundado, o condutor deve buscar uma alternativa segura e respeitar eventuais bloqueios ou orientações das autoridades.
Se a água começar a subir e houver risco imediato para as pessoas, a prioridade é seguir as orientações das equipes de emergência. Tentar preservar o automóvel não deve colocar os ocupantes em perigo.
Granizo e ventos fortes: onde estacionar o veículo?
Os temporais também podem trazer granizo e rajadas de vento capazes de provocar a queda de árvores, postes, painéis e estruturas instáveis.
Diante de alertas de ventos fortes, a recomendação é evitar estacionar próximo a elementos que apresentem risco de queda.
Em caso de granizo, buscar um local coberto pode ajudar a proteger o veículo, desde que isso seja possível sem comprometer a segurança.
Não vale a pena realizar uma manobra arriscada, parar em local proibido ou permanecer em uma área perigosa apenas para tentar evitar danos à carroceria.
A proteção das pessoas deve vir sempre antes da preservação do patrimônio.
Pneus, freios e limpadores precisam estar em boas condições
A preparação para períodos de chuva começa antes de o motorista sair de casa.
O estado dos pneus, dos limpadores de para-brisa, do sistema de iluminação e dos freios influencia diretamente a segurança em pistas molhadas.
Pneus desgastados podem comprometer a aderência. Limpadores em más condições prejudicam a visibilidade justamente quando o condutor mais precisa enxergar o ambiente. Já falhas na iluminação ou no sistema de freios podem agravar situações de risco.
Por isso, a manutenção preventiva deve fazer parte dos cuidados com o veículo, especialmente para quem depende dele diariamente ou pretende viajar durante períodos de instabilidade climática.
Também é importante observar as condições do trajeto e considerar o adiamento de deslocamentos quando houver alertas para eventos severos.
Seguro ou proteção veicular cobre danos causados por enchentes?
Além dos cuidados para evitar situações perigosas, o proprietário deve conhecer as condições da proteção contratada para seu veículo.
De acordo com a APVS, seguros e programas de proteção patrimonial podem contemplar ocorrências relacionadas a alagamentos, submersão, granizo e queda de árvores. A existência e a extensão dessa proteção, porém, dependem das condições de cada contrato ou regulamento.
Por isso, é importante verificar previamente quais eventos estão incluídos, se existem exclusões e quais procedimentos devem ser adotados para solicitar atendimento.
Em caso de ocorrência, o primeiro cuidado deve ser com a segurança dos ocupantes. Somente depois, quando houver condições seguras, o proprietário deve registrar os danos e buscar orientação sobre os procedimentos necessários.
“Em uma situação climática extrema, a primeira preocupação deve ser com as pessoas. Depois, é importante registrar a ocorrência e seguir corretamente os procedimentos de atendimento. Estar preparado ajuda a reduzir os impactos de situações que muitas vezes acontecem de forma inesperada”, finaliza Kleber.
Com ou sem El Niño, a recomendação para quem dirige durante períodos de instabilidade permanece: acompanhar os alertas locais, manter o veículo em boas condições e nunca tentar atravessar uma via inundada. Diante de um temporal, mudar o trajeto ou adiar a viagem pode evitar uma situação de risco.
