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Extintor de incêndio não é mais obrigatório em carros 

Extintor de incêndio não é mais obrigatório em carros

Extintor de incêndioDepois de adiar por três vezes a obrigatoriedade da troca do extintor BC para ABC nos veículos, o Contran decidiu hoje tornar o uso do extintor de incêndio facultativo em carros de passeio, caminhonetes, camionetas e triciclos de cabine fechada. O equipamento continua sendo obrigatório em caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis.

O fim da obrigatoriedade começará a valer a partir de hoje (18).

O extintor de incêndio era equipamento obrigatório nos veículos desde 1970. Transitar sem o equipamento ou com ele vencido é infração grave com multa de R$ 127,69.

Em nota o Contran diz que esses últimos 90 dias foram feitas avaliações técnicas e consultas aos setores envolvidos.  O órgão levou em consideração a baixa incidência de incêndios no volume total de acidentes, além do número menor ainda de pessoas que dizem ter usado o extintor.

De acordo com a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, dos 2 milhões de veículos cobertos por seguros em casos de sinistro, apenas 800 deles tiveram como causa um incêndio. Além disso, deste total, apenas 24 segurados informaram ter utilizado o extintor, o que equivale a 3%.

Pesquisas feitas pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) indicaram que os veículos produzidos atualmente já dispõem de tecnologias que reduzem o risco de incêndio em acidentes, como o corte automático de combustível em colisões, localização do tanque de combustível para fora da cabine e também o uso de materiais menos inflamáveis.

“É lamentável. Esse tipo de episódio desgasta muito a imagem do Contran perante a opinião pública”, analisa Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

O especialista ainda questiona. “Não contesto os estudos, mas se há justificativa técnica para dispensar o uso agora, o que mudou de ontem para hoje? Esse vai e vem dessa e de outras determinações do Contran acabam prejudicando a imagem do órgão e do Sistema Nacional de Trânsito como um todo”.


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