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Falta de manutenção: agente oculto 

Em véspera de feriado, é importante abordar questões relacionadas ao trânsito, principalmente lembrar de cuidados que ajudar na prevenção de acidentes, como prudência ao volante, uso do conto de segurança em todos os ocupantes, inclusive os que estão no banco de trás, assim como manter o veículo em boas condições de uso. Ainda pouco comentada, mas a falta de manutenção pode ser a causa de acidente. É comum ouvir que o motorista perdeu a direção, estava embriagado, o veículo ficou desgovernado, alta velocidade. A falta de manutenção do veículo não é cogitada como uma possível causa de acidentes. Até porque o País não tem estatística sobre o estado de conservação dos itens de segurança dos veículos envolvidos em desastres no trânsito. Enquanto a aprovação da Inspeção Técnica Veicular, que prevê a fiscalização de componentes que interferem diretamente na segurança do veículo, está emperrada no Congresso Nacional, o número de mortes em acidentes de trânsito é crescente e assustador: 38 mil pessoas perdem a vida por ano em ruas, avenidas e estradas de todo o Brasil e outras milhares ficam com sequelas graves permanentes. Os acidentes de trânsito matam 104 pessoas todos os dias. É realmente um dado estarrecedor e preocupante. E o pior é que muitos deles poderiam ser evitados se o veículo estivesse em boas condições de uso. Uma simples palheta do parabrisa pode ser determinante em um momento em q ue precisa ser acionada para garantir boa visibilidade do motorista na hora da chuva. Quando os pneus estão carecas, pastilhas de freios desgastadas, amortecedores sem eficiência, o problema se agrava. Imagina tudo isso junto em uma noite chuvosa, o risco de acidente aumenta ainda mais. No trânsito em estradas, imprevistos acontecem a todo o momento e o veículo precisa estar preparado para corresponder à altura das necessidades. Para isso, é preciso mantê-lo em boas condições de uso, fazendo a manutenção preventiva indicada no manual do fabricante em uma oficina de confiança. Se por um lado, os veículos não são fiscalizados regularmente, uma vez que não existe um programa que regulamenta a inspeção de itens de segurança, assim como já acontece em mais de 50 países, dados de uma pesquisa realizada com 4 mil motoristas para avaliar o comportamento e cuidados com manutenção do veículo indicam que, quanto mais idade tem o automóvel, menor é a preocupação do dono com o seu estado de conservação. Uma contradição, pois, com o uso, ocorre desgaste das peças, exigindo assim maior cuidado para garantir que o veículo permaneça em boas condições. A educação no trânsito deveria ir muito além da forma de como o motorista conduz e abordar aspectos relacionados também à manutenção adequada do veículo. *Antônio Carlos Bento é presidente da Corneta e coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva responsável Programa Carro 100% / Caminhão 100% / Moto 100%. Para mais informações e dicas de manutenção, acesse o site www.carro100.com.br.

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