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Mesmo durante o dia, faróis da moto devem ser ligados 

À noite, não há dúvida: sem luz, não dá para enxergar os limites e a sinalização da pista, além dos outros veículos e pedestres ao redor. Mas durante o dia, tudo bem rodar com o farol apagado, certo? Além de errada, a medida é insegura e contra a lei, que obriga os motociclistas a trafegarem com o farol aceso em qualquer período do dia, faça chuva ou faça sol, esteja claro ou escuro. – O parágrafo único do artigo 40 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que os motociclistas devem manter o farol ligado sempre, de dia ou de noite. Quem circula com a luz apagada comete infração gravíssima – ensina o coordenador da Educação para o Trânsito da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), Juranês Castro Júnior. Com o farol desligado, a situação também fica preta para o bolso e para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motociclista. Quem for flagrado está sujeito a multa de R$ 191,54, além de sete pontos da CNH, recolhimento do documento e suspensão do direito de dirigir. Moto visível para outros condutores Conforme Juranês, a obrigatoriedade do farol não leva em conta apenas que o motociclista possa enxergar a via, mas, principalmente, que ele esteja visível para os demais condutores no trânsito. – Dois fatores fundamentais para uma condução segura são ver e ser visto. Para a motocicleta, que é um veículo de menor porte, a luz do farol é fundamental para assegurar sua visibilidade na via – explica Juranês. Com o trânsito congestionado, também é muito comum que a moto fique escondida atrás da coluna direita dos automóveis, no chamado ponto cego. Pelo facho de luz do farol, fica mais fácil para o motorista identificar a aproximação da motocicleta. Fique ligado, literalmente Segundo Juranês, na maioria dos casos, a regra é descumprida por esquecimento ou falta de atenção: – Algumas motos mais modernas já contam com acionamento automático do farol assim que é dada a partida – comenta. Apesar disso, é bom ficar de olho, pois a lâmpada pode queimar sem que o condutor se dê conta. O que diz a lei – Art. 40 – O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações. – Parágrafo único – Os veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circularem em faixas próprias a eles destinadas, e os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz baixa durante o dia e a noite. – Art. 244 – Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor: – IV – com os faróis apagados. – Infração – gravíssima. – Penalidade – multa de R$ 191,54 e suspensão do direito de dirigir. – Medida administrativa – Recolhimento da carteira de habilitação. Lâmpada queimada é fácil trocar Fora uma multa por estar desligado, o farol é um acessório que não costuma dar dor de cabeça para o motociclista. O problema recorrente é a queima da lâmpada, fácil e barato de ser resolvido. – A trepidação da moto sobre a pista gera atrito, que acaba causando o rompimento do filamento da lâmpada. A durabilidade, em média de um ano, varia conforme a utilização do veículo e os terrenos por onde circula – explica o responsável pelo setor de mecânica da oficina da concessionária Turbo Motos, Cristian Souza. Potência além da conta é problema A troca da lâmpada de uma CG 150, por exemplo, custa R$ 41 (peça e mão de obra). Bem mais barato do que uma multa por rodar no escuro. – Na revisão periódica, cujo intervalo segue a orientação do fabricante, o sistema elétrico também deve ser checado, para ver se há oxidação e se a voltagem está correta – aconselha Cristian. Lâmpadas de potência acima do indicado podem causar desgaste excessivo da bateria. O melhor é seguir a recomendação conforme o modelo. Luz obrigatória também para aprendiz Apagado, o farol prejudica mesmo quem ainda está tentando obter a CNH. Se sair com o acessório desligado, o candidato é eliminado no exame prático na hora. – A sequência é ajustar o capacete, ligar o motor e, em seguida, a parte elétrica. Se arrancar com farol apagado, o examinador manda parar. O teste acaba não durando dez segundos – explica o instrutor prático de moto do Centro de Formação de Condutores Touring Daniel Xavier. De acordo com o professor, a falha é comum: – É um quesito que não exige habilidade. O pessoal esquece por nervosismo – avalia. Com a carteira na mão, é importante saber a forma certa de usar o farol. Na maior parte do tempo, o piloto deve manter o facho de luz baixo. Farol alto só em trechos com pouca visibilidade e, principalmente, se não houver veículo no sentido contrário. Mesmo sob chuva ou neblina, o certo é usar luz baixa. – Na neblina, o farol alto cria uma cortina de névoa, que prejudica a visibilidade – alerta Daniel. Fonte: Diário Gaúcho

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