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Formas alternativas de transporte podem diminuir o CO2 da atmosfera 

De 2000 a abril de 2011, a frota de veículos no Brasil mais que dobrou. De 29.722.950 passou a 66.563.500, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O mercado aquecido, no entanto, não fecha com a conta ambiental. De acordo com o 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, 170 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) foram emitidas em 2009. A partir daí, a estimativa do Ministério do Meio Ambiente é que se chegue a 2020 com 270 milhões de toneladas de CO2 lançadas na atmosfera. No entanto, desde o primeiro carro que circulou no País, em 1892, sempre é tempo de propor – e utilizar – formas alternativas de transporte. No final do Século XIX, José do Patrocínio importou da França um Peugeot preto movido a vapor. Os pedestres se assustavam não só com o barulho do escapamento, mas principalmente com as barbeiragens do abolicionista. Não satisfeito com a própria falta de habilidade para conduzir o veículo pelas ruas estreitas do Rio de Janeiro, Patrocínio entregou o volante ao poeta e amigo Olavo Bilac. O passeio no Alto da Boa Vista durou apenas cem metros. Sem controle, Bilac espatifou o carro contra uma árvore. Por sorte, nem motorista nem passageiro se machucaram. História à parte, realidade a partilhar, seriam necessários 945 mil quilômetros de Mata Atlântica para neutralizar a quantidade de CO2 lançada hoje na atmosfera pela frota de veículos no Brasil, segundo estudo realizado pela Universidade Católica de Brasília. O dióxido de carbono é um dos gases do efeito estufa. Seria possível formar um mutirão nacional para cobrir com árvores 11,1% da superfície do País? A curto prazo, obviamente, não. Viável e imediato, porém, é deixar o carro na garagem uma vez por semana. Num percurso de 20 quilômetros, um automóvel emite aproximadamente 440 quilos de CO2. Ao rodar, um veículo também lança na atmosfera monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Há ainda óxido de nitrogênio e metano. O óxido nitroso, também identificado nas emissões, aquece 296 vezes mais que o CO2. Outra medida que tira automóveis da rua – e não requer a convocação de mutirões, mas um pouco de organização –, é a carona solidária. Colegas de trabalho e de escola fazem enorme bem ao meio ambiente ao compartilhar o carro para ir ao mesmo lugar. Em cidades europeias e norte-americanas, o car sharing se mostra como forma racional de utilização de veículos. No Brasil, disponível inicialmente na capital paulista, o sistema permite alugar um carro por hora, com custos como seguro e combustível já incluídos. Nessa proposta, o usuário usa o carro – que não é próprio – quando realmente precisa. Fonte: Globo.com

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