Quanto custa carregar um autopropelido? Veja quanto a bateria pesa na conta de luz
Especialista da StreetGo compara o custo de uma recarga com os gastos de um carro a combustão e mostra quanto é possível economizar no dia a dia.

Com o aumento da procura por soluções de mobilidade elétrica, uma dúvida ainda é comum entre quem pensa em trocar o carro ou a motocicleta por um autopropelido: afinal, quanto custa carregar a bateria? A preocupação é compreensível, mas, na prática, o impacto na conta de energia costuma ser muito menor do que muitos imaginam.
O crescimento do setor mostra que cada vez mais brasileiros estão fazendo essa conta. Dados da Abraciclo apontam que as bicicletas elétricas foram o grande destaque da indústria no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram produzidas 34.122 unidades, um crescimento de 87,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse desempenho, a categoria passou a representar 20,9% de toda a produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus, refletindo a busca por alternativas mais econômicas e sustentáveis para os deslocamentos urbanos.
Segundo David Peterle, CEO da StreetGo, o custo de operação é um dos fatores que mais surpreendem quem começa a utilizar um autopropelido.
“Muita gente acredita que carregar uma bateria elétrica da StreetGo pesa na conta de luz, mas acontece exatamente o contrário. Quando o consumidor compara esse custo com o que gastava mensalmente com combustível, percebe rapidamente a economia que a mobilidade elétrica proporciona.”
Afinal, quanto custa uma recarga?
Para calcular corretamente o consumo, não basta considerar apenas a capacidade da bateria. Em uma bateria de 960 Wh, ou 0,96 kWh, é preciso levar em conta também as perdas naturais que ocorrem durante o processo de carregamento.
No caso dos modelos da StreetGo, a eficiência global é de aproximadamente 89%. Assim, para armazenar 0,96 kWh na bateria, o consumo efetivo retirado da rede elétrica é de cerca de 1,08 kWh por carga completa.
Considerando uma tarifa residencial entre R$ 0,90 e R$ 1,10 por kWh, uma recarga completa representa um gasto aproximado de R$ 0,97 a R$ 1,19 na conta de luz.
A autonomia dos autopropelidos da StreetGo varia entre aproximadamente 20 e 60 quilômetros por carga, dependendo do modelo e das condições de utilização. Com isso, o custo exclusivamente com energia elétrica fica entre cerca de R$ 0,02 e R$ 0,06 por quilômetro rodado.
A autonomia real pode variar de acordo com fatores como peso do condutor e da carga transportada, relevo, velocidade, calibragem dos pneus, condições do percurso e forma de condução.
Como isso se compara ao carro?
A diferença fica mais evidente quando o gasto é comparado ao de um veículo movido a combustão. Um automóvel que percorra, por exemplo, 12 quilômetros por litro e seja abastecido com gasolina a R$ 6,50 o litro apresenta um gasto de aproximadamente R$ 0,54 por quilômetro rodado apenas com combustível.
No mesmo cálculo, enquanto um autopropelido StreetGo consome aproximadamente R$ 0,02 a R$ 0,06 de eletricidade por quilômetro, o automóvel gastaria cerca de R$ 0,54 em gasolina. Dependendo do modelo e da autonomia obtida, isso significa que o gasto energético por quilômetro do autopropelido pode ser aproximadamente 9 a 33 vezes menor.
Segundo Peterle, essa diferença ganha ainda mais relevância para quem realiza deslocamentos diariamente. “O consumidor normalmente olha primeiro para o preço de compra, mas é no uso diário que percebe o verdadeiro benefício. A economia com combustível é constante e, ao longo de um ano, representa uma redução importante no custo de mobilidade.”
Economia vai além da energia
A diferença no bolso também não termina na tomada. Os autopropelidos contam com uma estrutura mecânica mais simples do que automóveis e motocicletas a combustão e, por isso, não demandam procedimentos como troca de óleo do motor, filtros de combustível e diversos outros itens presentes na manutenção tradicional desses veículos.
Outro diferencial é que os equipamentos enquadrados como autopropelidos de acordo com a Resolução CONTRAN nº 996/2023 dispensam habilitação, registro, licenciamento e emplacamento, reduzindo outros custos associados à mobilidade individual.
Para Peterle, é justamente a soma dessas despesas que deve ser considerada na hora de comparar diferentes meios de transporte.
“Quando colocamos tudo na ponta do lápis — energia, manutenção, impostos e praticidade — o autopropelido deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ser também uma decisão financeira inteligente. É um investimento que continua gerando economia todos os dias.”
