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14 de julho de 2024

Brasil tem 43 mil vítimas de acidentes de trânsito por ano


Por Mariana Czerwonka Publicado 13/02/2013 às 02h00 Atualizado 08/11/2022 às 23h48
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O problema também atinge a economia: são milhões de reais em impostos gastos, todos os anos, com tratamento das vítimas de acidentes

No Brasil, uma preocupação renovada: o número de acidentes de trânsito não para de subir. Um problema que também atinge a economia do país: são milhões de reais em impostos gastos, todos os anos, com tratamento das vítimas de acidentes.

Sem falar na dor das famílias que perderam parentes. E nas vítimas que ficaram com sequelas. São 43 mil mortos por ano, o que nos coloca em quarto lugar no mundo nesse ranking terrível. Por isso, essa semana é dedicada a combater o excesso de velocidade e o excesso de violência dos motoristas.

Fernando perdeu uma perna e está com problemas na outra. Antonio teve fratura exposta em uma perna e já passou por duas cirurgias. Jeferson quebrou os dois braços e as duas pernas. Todos eles foram vitimas de acidentes com motocicletas.

O ajudante de mecânico Jeferson Rodrigues Frederico Dias estava em alta velocidade. “Estava a uns 100 quilômetros por hora. Eu passei no farol verde e já acordei no hospital. Eu fui fazer uma graça, olha resultado o que deu”, conta.

“Perdi o controle da moto e bati em uma mureta”, diz Antonio Marcos de Souza, pedreiro.

Só no Hospital das Clinicas de São Paulo, que atende os casos mais graves, o número de vítimas de acidentes com motos aumentou 14% nos últimos cinco anos, enquanto o numero de vítimas de acidentes com carros diminuiu 35% no mesmo período.

“O acidente de motocicleta por si, acima de uma determinada velocidade, acaba gerando uma lesão grave e uma lesão com múltiplo comprometimento, com várias fraturas”, conta Júlia Maria Greve, médica.

A gravidade dos traumas também vem aumentando nos últimos anos. Para tratar vítimas graves, o SUS gasta – só no estado de São Paulo – cerca de R$ 57 milhões por ano.

“Um paciente ficando internado, fazendo várias cirurgias em seis meses, ele pode gastar até R$ 300 mil. E isso é o sistema único que paga. Porque a imensa maioria, 90% desses indivíduos, são atendidos no Sistema Único de Saúde”, explica a médica.

“Nós temos como 43 mil mortes no ano. Isso são como 215 aeronaves caindo no Brasil todos os anos. A maioria das mortes que acontecem no trânsito elas são causadas por falha humana. A pessoa que dirige com sono, a pessoa que muda de pista sem avisar os demais, o que ela vai fazer, o procedimento. Tudo isso é a falta de consciência da pessoa que está conduzindo”, explica Vera Viviane Schmidt, coordenadora adjunta do Detran-SP.

Alem da especialista, Jeferson, o rapaz de 21 anos que quebrou os dois braços e as duas pernas, tem um recado para dar. “Não correr não, andar devagar, respeitar o trânsito e ser mais gentil com o trânsito. Respeitar farol, respeitar todo mundo, ser paz e amor no transito”.

O Brasil fez um pacto com a Organização das Nações Unidas para reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020.

Fonte: Bom dia Brasil

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