Chuva e neblina: risco de sinistro
Com a chegada do período chuvoso e o aumento da incidência de neblina em diversas regiões do país, cresce também o número de sinistros de trânsito. Leia o artigo do Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior.

Com a chegada do período chuvoso e o aumento da incidência de neblina em diversas regiões do país, cresce também o número de sinistros de trânsito registrados nas rodovias e áreas urbanas. Chamamos atenção para a combinação de baixa visibilidade, pistas escorregadias e imprudência dos motoristas formando um cenário que potencializa acidentes graves, hospitalizações e mortes, além de gerar impactos econômicos significativos para o Estado e para as famílias das vítimas.
Visibilidade reduzida e pistas molhadas ampliam o perigo, segundo órgãos de trânsito, a chuva é responsável por aumentar de forma expressiva o risco de colisões. A água na pista reduz a aderência dos pneus, aumenta a distância de frenagem e pode provocar aquaplanagem, situação em que o motorista perde completamente o controle do veículo.
A neblina, por sua vez, diminui drasticamente a visibilidade, dificultando a percepção de distância e velocidade. Em rodovias, esse fenômeno é frequentemente associado a engavetamentos e colisões múltiplas.
Os sinistros registrados nesses períodos tendem a ser mais severos. Hospitais públicos relatam aumento de atendimentos relacionados a traumas, fraturas, lesões neurológicas e politraumatismos. Em muitos casos, as vítimas necessitam de internação prolongada, cirurgias complexas e reabilitação intensiva.
Além das lesões físicas e sequelas permanentes, a combinação de baixa visibilidade, pistas escorregadias e redução do tempo de reação cria um cenário propício para sinistros de trânsito, que resultam em danos materiais, lesões graves, hospitalizações prolongadas, sequelas permanentes e, em muitos casos, mortes evitáveis. Além do impacto humano devastador, esses eventos geram custos elevados para o Estado, para as famílias e para toda a sociedade.
A chuva aumenta a distância de frenagem, provoca aquaplanagem, diminui a visibilidade, especialmente à noite.
Por sua vez, a neblina reduz drasticamente a visibilidade, dificulta a percepção de distância e velocidade, aumenta o risco de colisões múltiplas, especialmente em rodovias. Em consequência, colisões traseiras, saídas de pista, capotamentos, atropelamentos, já que pedestres e ciclistas quase não são visualizados nessas condições de mal tempo.
São comuns fraturas, traumatismos e lesões internas, queimaduras em casos de incêndio, amputações, danos permanentes, traumatismo cranioencefálico (TCE) que é uma das principais causas de sequelas graves.
Os sinistros de trânsito em condições climáticas adversas têm impacto direto no sistema de saúde. Hospitalizações, demandam recursos de alta complexidade, como UTI, cirurgias, reabilitação e sobrecarregam o sistema público.
Provocam lesões neurológicas, motoras e cognitivas, perda de mobilidade e dependência de cuidados contínuos.
É comum impacto psicológico profundo, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático.
Muitas vezes ocorrem mortes no local do acidente, outras acontecem dias ou semanas após.
Os sinistros de trânsito geram custos expressivos para o Estado, famílias e sociedade.
Dirigir sob chuva e neblina exige atenção redobrada, redução de velocidade e respeito às condições da via. Os sinistros ocorridos nesses períodos não são meros “acidentes”, mas eventos previsíveis e evitáveis por isso hoje chamamos de “Sinistros”. As consequências físicas, emocionais e econômicas atingem não apenas os envolvidos, mas toda a sociedade.
A prevenção, a educação no trânsito e a responsabilidade individual são as ferramentas mais eficazes para reduzir mortes e sequelas, preservando vidas e diminuindo os custos e sofrimento para o Estado e para as famílias.
Texto do Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
