Sono ao volante: 7 sinais de que você deve parar o carro imediatamente
Fadiga e sonolência estão associadas a cerca de 60% dos acidentes automobilísticos, segundo a Abramet. Concessionária EPR Litoral Pioneiro alerta que o corpo costuma dar sinais antes que o motorista adormeça.

O aumento do movimento nas rodovias durante férias, feriados prolongados e períodos de maior circulação de veículos levou a concessionária EPR Litoral Pioneiro a reforçar um alerta sobre um dos fatores mais associados aos acidentes graves: o sono ao volante. Segundo a empresa, dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) indicam que a fadiga e a sonolência estão relacionadas a cerca de 60% dos acidentes automobilísticos, comprometendo o tempo de reação e a capacidade de decisão dos motoristas.
De acordo com a Abramet, a fadiga está entre os principais fatores de risco em viagens longas, principalmente durante a madrugada. Nesses momentos, a redução da atenção e dos reflexos dificulta a resposta do condutor diante de situações inesperadas. Além disso, o cansaço interfere na percepção de profundidade, na avaliação de riscos e na coordenação motora fina, habilidades essenciais para uma condução segura.
O perigo do microssono
Um dos maiores riscos provocados pela fadiga é o chamado microssono, episódio em que o motorista adormece involuntariamente por poucos segundos, muitas vezes sem perceber.
Embora pareça um intervalo pequeno, ele pode ser suficiente para que o veículo percorra centenas de metros completamente sem controle, principalmente em rodovias, onde as velocidades são mais elevadas.
“O sono ao volante é um risco silencioso. Muitas vezes o motorista acredita que consegue seguir viagem normalmente, mas seus reflexos e sua capacidade de tomada de decisão já estão comprometidos. Em rodovias, poucos segundos de desatenção podem ser suficientes para provocar consequências graves”, alerta Paulo Linck, gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro.
O corpo costuma avisar antes
Especialistas explicam que o organismo normalmente emite sinais claros antes que o motorista adormeça ao volante. Reconhecer esses sintomas e interromper a viagem pode evitar acidentes.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- bocejos frequentes;
- dificuldade para manter os olhos abertos;
- sensação de peso nas pálpebras;
- perda de concentração;
- dificuldade para lembrar os últimos quilômetros percorridos;
- lapsos de memória, como não se recordar do último pedágio ou da última curva;
- necessidade constante de corrigir a trajetória do veículo.
Conforme especialistas, ignorar esses sinais aumenta significativamente o risco de acidentes, já que eles indicam que o cérebro começa a perder sua capacidade de manter o estado de alerta.
Há horários em que o risco aumenta
Outro aspecto destacado pela diretriz médica citada pela EPR é o papel do ritmo circadiano, o relógio biológico responsável por regular os períodos de sono e vigília.
Os acidentes relacionados à fadiga tendem a ocorrer com maior frequência em dois períodos do dia: entre 2h e 6h da madrugada e entre 14h e 16h, quando o organismo naturalmente reduz o nível de atenção.
Por isso, iniciar viagens longas nesses horários, especialmente após jornadas intensas de trabalho ou com poucas horas de sono, aumenta consideravelmente o risco de sonolência ao volante.
Cansaço e sonolência não são a mesma coisa
Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, especialistas explicam que existe uma diferença importante entre cansaço físico e sonolência.
O cansaço pode ser aliviado temporariamente com pequenas pausas, alongamentos ou mudanças de posição. Já a sonolência representa uma necessidade fisiológica de dormir e não pode ser vencida apenas com força de vontade.
Quando o motorista começa a apresentar lapsos de memória de curto prazo, como não lembrar dos últimos quilômetros percorridos, isso pode indicar que o cérebro já entrou em um estágio crítico de fadiga, antecedendo episódios de microssono.
Como reduzir os riscos durante a viagem
Para diminuir as chances de acidentes relacionados ao sono, especialistas recomendam algumas medidas simples antes e durante o deslocamento:
- dormir entre seis e oito horas antes de viajar;
- realizar pausas a cada duas horas de direção ou entre 150 e 200 quilômetros percorridos;
- manter-se hidratado;
- optar por refeições leves antes de dirigir;
- evitar iniciar viagens após jornadas prolongadas de trabalho;
- verificar se medicamentos de uso contínuo podem causar sonolência;
- revezar a direção sempre que houver outro condutor habilitado.
A EPR também alerta que estratégias como abrir as janelas, aumentar o volume da música ou consumir café e bebidas energéticas podem proporcionar apenas uma sensação momentânea de alerta, mas não substituem o descanso quando o organismo demonstra sinais de fadiga.
Estruturas de apoio incentivam pausas seguras
Além das orientações aos motoristas, a EPR Litoral Pioneiro destaca que disponibiliza estruturas para incentivar paradas durante as viagens. Nas rodovias sob sua administração, os usuários contam com 12 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que oferecem locais adequados para descanso.
Os caminhoneiros que trafegam pelos Campos Gerais e pelo Norte Pioneiro do Paraná também podem utilizar o Ponto de Parada e Descanso (PPD), localizado no km 209 da PR-092, em Arapoti. O espaço dispõe de área de descanso, refeitório, sanitários, vestiários, bebedouros, internet e vigilância 24 horas.
De acordo com a concessionária, incluir pausas no planejamento da viagem é uma das formas mais eficazes de reduzir os riscos provocados pela fadiga e contribuir para um trânsito mais seguro.
