Os principais erros que motoristas cometem ao interpretar placas de trânsito
Veja quais placas de trânsito mais geram confusão entre motoristas brasileiros, por que elas causam erros e como interpretar corretamente cada uma.

As placas de trânsito são parte essencial da segurança viária. Elas guiam, alertam e informam os condutores sobre riscos, condições da via e regras específicas. Ainda assim, muitos motoristas cometem erros frequentes ao interpretar alguns sinais — e isso pode gerar infrações ou situações perigosas.
Um exemplo clássico está nas placas de regulamentação. Muitos motoristas confundem a sinalização de “proibido estacionar” com “proibido parar e estacionar”. A diferença é enorme: na primeira, permite-se parar momentaneamente; na segunda, não. Essa confusão é responsável por boa parte das autuações em áreas urbanas.
Outra placa que causa dúvidas é a de “velocidade máxima permitida”. Alguns condutores acreditam que o limite é apenas uma recomendação. Outros interpretam o valor como velocidade obrigatória. O CTB é claro: trata-se do limite superior permitido, e não de um padrão obrigatório de velocidade. Em condições adversas, o motorista deve reduzir, mesmo dentro do limite.
As placas de advertência também são frequentemente ignoradas. Sinais como “curva perigosa”, “pista escorregadia” ou “animais na pista” não são decorativos: alertam sobre riscos reais. Motoristas que as ignoram reduzem seu tempo de reação e aumentam as chances de sinistro.
Placas educativas, por sua vez, são muitas vezes consideradas “menos importantes”.
No entanto, elas ajudam a reforçar comportamentos seguros, como uso do cinto e respeito ao pedestre. Embora não tenham caráter punitivo, são essenciais para orientar a conduta no trânsito.
Outro erro comum acontece com as placas de indicação. Muitos motoristas não entendem corretamente a diferença entre orientação de destino e orientação de serviços. Isso prejudica a fluidez, especialmente em vias com tráfego intenso. Motoristas indecisos tendem a mudar de faixa no último momento, criando risco para todos.
A interpretação incorreta de placas temporárias também gera problemas. Em trechos de obras, sinalizações provisórias indicam novas regras, desvios e limites específicos. Ignorá-las é infração e coloca em risco trabalhadores e usuários da via.
É importante lembrar que, embora o Brasil tenha um sistema de sinalização padronizado, algumas regiões possuem placas desgastadas, cobertas ou mal posicionadas. Nesses casos, o motorista deve redobrar a atenção.
Saber interpretar corretamente as placas é mais do que cumprir a lei — é uma atitude de respeito e cuidado. Um trânsito seguro depende do entendimento e da aplicação correta das orientações fornecidas por cada sinal.
