19 de outubro de 2026

Pesagem de caminhões em movimento avança no Paraná; entenda como funciona

ANTT autorizou a elaboração de projeto para o sistema da EPR Iguaçu; tecnologia permite verificar o peso na velocidade da rodovia, mas ainda não há data de início da operação no trecho.


Por Redação Publicado 19/10/2026 às 17h30
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pesagem de caminhões em movimento
De acordo com a ANTT, o excesso de peso está relacionado ao aumento do risco de sinistros, ao desgaste prematuro do pavimento e à redução da vida útil das estruturas rodoviárias. Foto: Natalia Marcelewicz/Divulgação ANTT

A fiscalização do peso de caminhões sem a necessidade de parada em uma balança deu mais um passo no Paraná. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a concessionária EPR Iguaçu a elaborar e apresentar o projeto executivo e o orçamento para implantação de um sistema de pesagem em movimento nas rodovias sob sua responsabilidade.

A autorização consta da Decisão SUROD nº 1.647/2026, publicada no Diário Oficial da União em 16 de outubro. O documento concede prazo de 180 dias para apresentação dos estudos e do orçamento inspecionado e certificado. A medida abre uma etapa de preparação: não representa o início da fiscalização pelo novo sistema nesses trechos.

A EPR Iguaçu administra aproximadamente 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.

Como funciona a pesagem em movimento

A tecnologia, identificada pela sigla HS-WIM, permite medir o peso do veículo enquanto ele trafega pela pista, na velocidade da via. Assim, a verificação pode ocorrer sem o desvio para um posto convencional de pesagem.

Conforme a ANTT, o sistema já é utilizado como instrumento de fiscalização para identificar excesso de peso na concessão da Ecovias do Cerrado, nas rodovias BR-364 e BR-365, desde dezembro de 2024. Portanto, a tecnologia já possui aplicação prática no Brasil.

A discussão atual envolve a expansão do modelo para outras concessões. No caso da EPR Iguaçu, a decisão determina que o projeto considere a velocidade operacional da rodovia e atenda aos requisitos de precisão metrológica indicados no ato.

Excesso de peso também é um problema de segurança

A fiscalização da carga transportada interessa a todos que utilizam a estrada. De acordo com a ANTT, o excesso de peso está relacionado ao aumento do risco de sinistros, ao desgaste prematuro do pavimento e à redução da vida útil das estruturas rodoviárias.

Ao apresentar a expansão da tecnologia em um evento do setor, a agência também destacou seu potencial para identificar irregularidades e situações de evasão que podem passar despercebidas no modelo tradicional de fiscalização.

Para o transportador, a verificação em movimento muda a forma de controle, mas mantém a necessidade de cumprir os limites aplicáveis ao veículo e à operação.

O sistema já pode gerar multas?

Pode, nos locais em que estiver devidamente implantado e autorizado para fiscalização. A ANTT informa que as autuações produzidas pelo HS-WIM possuem as mesmas características das lavradas por excesso de peso em postos convencionais.

A agência disponibiliza canais para consultar os autos e apresentar defesa ou recurso. O sistema de consulta depende da identificação e da numeração presentes na notificação.

No caso da autorização publicada para a EPR Iguaçu, porém, o estágio é anterior: a concessionária deverá apresentar o projeto à ANTT. O ato não estabelece os pontos de instalação nem uma data para começar a autuar.

Quais são os próximos passos?

O projeto executivo e o orçamento deverão seguir o procedimento de análise da agência. A decisão também prevê recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato nas condições estabelecidas, após o aceite dos documentos pela unidade competente.

Isso não permite anunciar, neste momento, um valor de alteração tarifária ou uma data de funcionamento. Para o usuário, o ponto principal é acompanhar as próximas autorizações e a divulgação dos locais onde o sistema será instalado.

Redação
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Matérias escritas pela equipe de Redação do Portal do Trânsito.

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