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17 de julho de 2024

Visão Zero no Brasil: o que é preciso para implementar o programa no país?

O Visão Zero é um conceito de segurança viária que teve origem na Suécia, no ano de 1997. Especialista fala sobre a implementação do programa no Brasil.


Por Mariana Czerwonka Publicado 14/06/2024 às 08h00
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Transit Talk com a participação de Paulo Pêgas, diretor-presidente do Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes, abordou o tema Visão Zero no Brasil.

O Visão Zero é um conceito de segurança viária que teve origem na Suécia, no ano de 1997. Sua premissa principal é de que nenhuma morte no trânsito é aceitável e existe uma responsabilidade compartilhada para chegar a esse resultado. Com esse conceito, a Suécia conseguiu ter um dos trânsitos mais seguros do mundo. E, depois de muitos anos, o Visão Zero começou a tomar corpo no Brasil. Esse foi o tema do Transit Talk, do Portal do Trânsito, que contou com a participação de Paulo Pêgas, diretor-presidente do Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes. Assista a íntegra acima.

As abordagens de Sistema Seguro e Visão Zero estão dentro do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), e reconhecem a segurança no trânsito como resultado da inter-relação de diversos componentes que formam um sistema. Além disso, recentemente começou a tramitar na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que prevê instituir a Visão Zero, como parte da estratégia da elaboração de políticas, planos, programas e ações relacionadas à mobilidade urbana, trânsito e transporte no país, como você pode ver aqui.

visão zero no Brasil
Especialista explica que as vias brasileiras não estão preparadas para a atual demanda de transporte. Foto: Arquivo Tecnodata.

Para o especialista, a ideia de ter um PL nesse sentido é muito positiva, mas existem grandes desafios.

“O parque rodoviário brasileiro está totalmente obsoleto em termos de demanda para as novas realidades de transporte. Eu diria que a maioria das rodovias brasileiras vão ter que ser reconstruídas do zero para torná-las compatíveis com essa situação”, explica.

Conforme Pêgas, a deputada que propôs o projeto deve indicar a fonte de recurso para que essa não vire uma lei que “não pega”. “Não adianta dizer para o empresário da concessionária que ele agora vai ter que seguir o padrão da deputada, porque já tem uma norma da ABNT dizendo qual é o padrão a seguir. Precisamos de alguém que aponte os recursos e que faça com que as normas sejam seguidas. Além disso, necessitamos também de uma população sensibilizada com a causa”, conclui.

Sistema Seguro e Visão Zero

Conforme o Governo Federal, as abordagens de Sistema Seguro e Visão Zero reconhecem a segurança no trânsito como resultado da inter-relação de diversos componentes que formam um sistema. As dinâmicas nas ruas são influenciadas pela interação de diferentes variáveis: instituições, leis, regulamentos, usos do solo, infraestrutura, veículos e as pessoas ou usuários da via. Esse sistema interfere na maneira como as pessoas se deslocam e influencia seus comportamentos e, consequentemente, seu nível de exposição ao risco de uma colisão.

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As evidências mostram que países, regiões e cidades que adotaram os princípios de Sistema Seguro em vez de uma abordagem tradicional de gestão da segurança viária tiveram resultados mais expressivos. Além disso, um sistema de mobilidade com alto grau de segurança gera benefícios sociais mais amplos, já que seus impactos trazem outras externalidades positivas em termos de saúde pública, acessibilidade, atividade física, qualidade do ar e sustentabilidade ambiental.

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