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24 de julho de 2024

Novo regime automotivo destrava investimentos


Por Mariana Czerwonka Publicado 05/10/2012 às 03h00 Atualizado 09/11/2022 às 00h02
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Travados desde que o governo anunciou alta de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados, em setembro do ano passado, os investimentos em novas fábricas de veículos no Brasil vão sair do papel. O motivo para o fim da queda de braço entre governo e montadoras – que já dura um ano – está no anúncio do novo regime automotivo nacional.

Durante o anúncio, o ministro Fernando Pimentel afirmou que a medida deverá fazer com que Chery, Jac Motors, Nissan e BMW, confirmem aportes em novas unidades de produção no país somando mais de R$ 5 bilhões em investimentos. As montadoras asiáticas do segmento de caminhões também podem ser atraídas, o que significa mais R$ 3,5 bilhões.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, estima que os investimentos do setor passem de R$ 44 bilhões para R$ 60 bilhões até 2015 com a implementação das novas regras. O aumento é fruto das exigências de aportes em pesquisa e desenvolvimento somado à chegada de novas montadoras ao país. “Tenho certeza de que todas as montadoras da Anfavea vão aderir ao novo programa”, garantiu Belini.

Logo depois do pronunciamento do ministro Pimentel, a JAC Motors se antecipou e confirmou a data do lançamento da pedra fundamental da fábrica de Camaçari, na Bahia. A implantação havia sido suspensa diante das incertezas geradas desde o aumento da alíquota de IPI para importados. A montadora chinesa confirmou investimento de R$ 900 milhões para produzir 100 mil carros por ano. A previsão é que o complexo seja concluído em 2014. “Esse regime está bem montado, foi negociado para todas as montadoras. Resolve o problema de quem quer investir no Brasil. No caso da JAC Motors, resolve totalmente o nosso problema”, disse o presidente da empresa, Sérgio Habib.

E da Chery também. Segundo o presidente da empresa no Brasil, Luis Curi, o programa proporciona à montadora a “retomada da normalidade de mercado conquistada antes do anúncio do aumento de 30 pontos do IPI.” A fábrica chinesa, que terá investimento de US$ 400 milhões, deve ficar pronta até o fim de 2013 quando já deverá ter cumprido todas as exigências do Inovar-Auto segundo a empresa. Segundo conselheiro da Sociedade de Engenheiros de Mobilidade (SAE Brasil), Francisco Satkunas, em duas semanas todas as companhias terão definido entre vir ou não para o Brasil. “Elas queriam conhecer a regra do jogo. Hoje ela está 90% definida. O restante é negociado caso a caso”, afirma Satkunas.

Enquanto isso…

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 14,2% em setembro, na comparação com agosto, segundo dados divulgados ontem pela Anfavea. Saíram das montadoras 282.540 veículos no mês passado contra 329.266 no mês anterior. A queda na produção acompanha a baixa nas vendas, ainda na comparação mensal, que registraram recorde histórico em agosto.

Na ocasião, houve uma “corrida” às lojas para acertar compras antes do fim do desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que terminaria em 31 de agosto. De janeiro a setembro deste ano foram produzidos 2.462.873 unidades, montante 5,7% inferior ao do mesmo período no ano passado. (Do Estado de Minas)

FONTE: Vrum

dpvat

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