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Para driblar trânsito caótico a opção é o aluguel de helicóptero 

Um dos pontos fracos de São Paulo é o trânsito caótico. Os megacongestionamentos e o transporte público insuficiente podem complicar muito os deslocamentos na cidade. Por isso, muitos empresários optam por alugar helicópteros para cruzar a cidade de ponta a ponta sem se preocupar com sinais vermelhos e o buzinaço das ruas da capital. São os chamados táxis aéreos.

“É muito fácil fretar um helicóptero hoje em dia”, diz o piloto Jorge Bitar Neto, diretor de operações da Helimarte, empresa de táxi aéreo há 13 anos no mercado. Para reservar a máquina, basta apresentar o cartão de crédito e a carteira de identidade (ou passaporte), e informar o peso do viajante e a quantidade de malas que serão transportadas.

Normalmente é permitido levar apenas uma mala de mão por pessoa – uma mochila, por exemplo. O ideal é que a locação seja feita com 24 horas de antecedência, mas Neto conta que já atendeu muito cliente em cima da hora. “Já salvamos gente parada no trânsito, que ia perder o voo”. Uma das vantagens de fazer a reserva horas antes é que a empresa organiza a toda a logística do voo, indicando para o executivo quais hotéis têm heliponto, caso ainda não tenha se hospedado.

O custo da viagem depende do tempo do trajeto e do tipo da aeronave escolhida. Na Helimarte, a primeira hora no modelo Esquilo sai por R$ 3200. Esse tipo de helicóptero transporta cinco passageiros, é veloz, tem ar-condicionado e é uma das mais utilizadas por executivos. Outras opções de aeronaves são o Agusta 109 e o EC 135, que têm duas turbinas e os mesmos instrumentos de aviões, são mais velozes e têm capacidade para seis ou cinco passageiros, respectivamente.

Nesse caso o preço por hora sobre para R$ 9800. “Os orçamentos são ajustados de acordo com a necessidade do cliente”, diz Neto. Geralmente, o preço do aluguel inclui a taxa do heliponto onde o helicóptero vai pousar, mas é bom sempre confirmar isso com a companhia. O tempo de voo é contado desde o momento em que a aeronave sai da empresa de transporte aéreo até o momento do seu retorno.

De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), São Paulo concentra a maior frota de helicópteros urbanos do Brasil, com mais de 450 aeronaves e cerca de 260 helipontos. São tantas hélices cortando o ar da metrópole que existe um controle de tráfego aéreo dedicado exclusivamente a esse meio de transporte, o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São Paulo (DTCEA-SP).

O órgão aliás, restringe a circulação de helicópteros em São Paulo a horários e espaços específicos: eles só podem voar das 6h às 23h nas chamadas Rotas Especiais de Helicópteros (REHs), caminhos pré-estabelecidos no céu para o tráfego dessas aeronaves. As REHs só existem em grandes centros urbanos e em locais com grande circulação de helicópteros, como Tóquio e Nova York, por exemplo.

Fonte: Terra Brasil


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