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23 de julho de 2024

Por que as ruas têm velocidades diferentes?


Por Assessoria de Imprensa Publicado 22/08/2022 às 22h13 Atualizado 08/11/2022 às 21h05
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Cada via tem a velocidade máxima determinada a partir de critérios técnicos embasados em legislação federal. E mesmo em uma determinada via, há possibilidade de haver velocidades diferentes. Leia!

O crescimento urbano, a existência de comércios, de hospitais e de estabelecimentos de ensino, a convivência de veículos com pedestres e ciclistas, a tipologia e a geometria da via integram uma vasta gama de características e fatores levados em consideração para definir a regulamentação do limite de velocidade. Esse é um dos motivos para que as ruas possuam velocidades diferentes.

Cada rua, avenida, travessa ou alameda tem a velocidade máxima determinada a partir de critérios técnicos embasados em legislação federal. E mesmo em uma determinada via, a velocidade pode mudar conforme o trecho percorrido.

Por que as ruas têm velocidades diferentes? Confira abaixo perguntas e respostas da Superintendência de Trânsito (Setran) sobre o assunto.


Leia também:

Como se determina a velocidade máxima nas rodovias? Veja aqui! 

Por que Curitiba não adota um limite único de velocidade?

Os diferentes tipos de velocidade não são especialidade de Curitiba – são replicados nas mais diversas cidades. Mesmo nas estradas há trechos em que a velocidade é reduzida. Isso porque todas as vias precisam se basear nas definições do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para definir seus respectivos planos de crescimento, planos diretores e de mobilidade.

Mesmo com a velocidade máxima definida para uma via, trechos com unidades de ensino e grandes polos geradores de tráfego (como igrejas, hospitais ou comércios) terão velocidade reduzida. Isso porque o trânsito é feito por diferentes atores, como pedestres que precisam fazer a travessia (incluindo idosos e cadeirantes) e ciclistas – não só por veículos.

Como se define a velocidade máxima?

Essa análise é de responsabilidade de um grupo de servidores altamente capacitados, com formação e especialização na área de mobilidade urbana. Ou seja, eles se orientam especificamente pelos artigos 60 e 61 do CTB, que tratam dos diferentes tipos de vias existentes. A prioridade é na segurança viária, de forma a proporcionar mais tranquilidade para todos que compartilham o trânsito.

Conforme o CTB as vias são divididas de acordo com a área, urbana ou rural. Conheça os tipos de via no ambiente urbano e as velocidades diferentes recomendadas:

Via de trânsito rápido

Caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros bem como sem travessia de pedestres em nível. Recebe trânsito mais intenso e podem ter características rodoviárias. É um tipo de via que não existe em Curitiba. As conhecidas como “vias rápidas” têm a denominação formal de vias arteriais.

Via arterial (de 50 a 70 km/h)

Caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade. Além daquelas que são conhecidas como vias rápidas (Centro-Santa Cândida, Centro-Portão e outras), é o caso de ruas como a Mateus Leme, a Nilo Peçanha e a Anita Garibaldi, além das avenidas Marechal Mascarenhas de Moraes e Comendador Franco e da Linha Verde.

Via coletora (40 km/h)

Destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade. São exemplos na cidade as vias Curupaitis, Alagoas, da Trindade e Treze de Maio.

Via local (30 km/h)

Caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas, como por exemplo a Travessa João Prosdócimo e as ruas Ivo Leão, Padre Camargo e Floriano Essenfelder. Atende principalmente as regiões residenciais.

Como saber a que velocidade trafegar?

O condutor deve prestar atenção na sinalização de trânsito, assim como nas placas de regulamentação de velocidade. Em Curitiba, esse trabalho recebe revitalização periódica, inclusive com reforço na sinalização horizontal, que é a pintura no pavimento.

E atenção: de acordo com o CTB, é responsabilidade do condutor manter velocidade compatível com a via, mesmo que não haja placas. Ele deve entender às características baseadas no critério da fluidez e da sua segurança. Dessa forma, buscando uma velocidade moderada para garantir a segurança viária para todos que compartilham a via pública.

É responsabilidade do motorista dirigir com prudência durante todo o seu trajeto – e não somente onde há fiscalização eletrônica.

Para que reduzir o limite de velocidade nas principais vias da cidade, de 60 km/h para 50 km/h?

O projeto, que iniciou em 2020, está sendo ampliado para algumas das vias mais conhecidas e utilizadas pelos curitibanos. A mudança possui embasamentos técnicos de engenharia da via, como geometria, demanda de tráfego bem como análise da acidentalidade. Estudos diversos do setor comprovam que a velocidade média e a fluidez no trânsito melhoram com vias urbanas em velocidades regulamentadas em 40 km/h e em 50 km/h.

Ações reconhecidas mundialmente e aderidas por Curitiba, como o Programa Vida no Trânsito (PVT), chancelado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Visão Zero recomendam a adoção da redução de velocidade nas vias urbanas, de forma a eliminar ou reduzir as consequências de um acidente.

Curitiba participa do PVT desde 2011 e com intervenções de engenharia, educação e fiscalização de trânsito conseguiu reduzir em 41,62% as mortes no trânsito.

Iniciado na Suécia e incorporado por diversas cidades ao redor do mundo, o Visão Zero no Trânsito propõe intensificar intervenções na infraestrutura viária, ações de educação e de fiscalização de trânsito. O objetivo é minimizar consequências do erro humano.

As informações são da Assessoria de Imprensa da PMC

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