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14 de julho de 2024

Porto Alegre registra 43 mortos no trânsito nos primeiros 6 meses de 2024

O número aumentou 53% na comparação com o mesmo período de 2023, quando foram registrados 28 óbitos.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 08/07/2024 às 18h00
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trânsito de Porto Alegre
Os números são chocantes e servem de alerta para redobrar os cuidados no trânsito. Foto: Divulgação Prefeitura de Porto Alegre

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET/RS) analisou os dados sobre as vítimas de sinistros de trânsito registrados nas vias urbanas de Porto Alegre, de janeiro a junho deste ano e faz um alerta importante!

Somente nos primeiros 6 meses de 2024, 43 pessoas perderam a vida no trânsito da capital, conforme atualização recente da EPTC.

O número aumentou 53% na comparação com o mesmo período de 2023, quando houve o registro de 28 óbitos.

No portal de transparência da entidade, quando pesquisado o número de feridos de janeiro a junho de 2024, aparecem 2.506 pessoas feridas no trânsito da Capital. Mas infelizmente este número deve ser maior, porque a EPTC informa que o número não está atualizado e que deve fazer atualização até o fim desta semana.

A análise da Associação Gaúcha é com base nos dados do Sistema de Cadastro de Acidentes de Trânsito da EPTC. Os motociclistas, infelizmente, continuam liderando o ranking dos mortos e feridos no trânsito representando em torno de metade das vítimas.  Do total das 2.506 vítimas feridas até o momento, 1.288 são motociclistas, seguidos dos condutores (364), ocupantes de veículos (278), pedestres (252), ocupantes de motos (192), ciclistas (91) e não informado (21).  O dado é parcial, uma vez que o de junho ainda não foi contabilizado.

Para o presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, são dados alarmantes de uma triste realidade que vem numa escala crescente nos últimos anos.

“Enquanto as pessoas não tiverem a real consciência de que o trânsito mata, não teremos mudança nestes números que destroem vidas e famílias, por mais que tenhamos campanhas, regras e apelos constantes sobre respeito e educação nas vias públicas”, lamenta e acrescenta “precisamos que as autoridades de trânsito em conjunto com a sociedade percebam e enfrentem essa epidemia de mortos e feridos que geram elevados gastos com tratamento e reabilitação, ocupam leitos hospitalares e de UTIs e perpetuam sofrimentos físicos e psíquicos em muitas pessoas”, diz Hegele.

A região Leste de Porto Alegre é a que mais registrou vítimas envolvidas em ocorrências de trânsito, correspondendo a 33% dos casos. A região Norte e Sul, vem em seguida, ambas com 28% das ocorrências.

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