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Rodízio não pega, dizem autoridades 

Alvo de muita discussão e polêmica, o projeto de lei proposto pelo presidente da Câmara de Vereadores Júlio Pinheiro (PTB), que visa implantar o rodízio de carros em Cuiabá com base na numeração das placas, é considerado por autoridades do trânsito como uma “lei que irá nascer morta”.

Essas foram as palavras do diretor de trânsito da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Jackson Messias, que considera o projeto radical e precipitado. Segundo ele, Cuiabá não tem a estrutura tecnológica necessária para fiscalizar o rodízio de carros. “Se aprovado, quem vai ter que fazer a fiscalização são os agentes de trânsito. Não é possível ter um controle com o número que temos hoje de amarelinhos”.

Atualmente, há 130 agentes de trânsito, os “amarelinhos”, em atividade e mais 40 fiscalizando o transporte. “Seria necessário pelo menos mais 150 pra ter um controle mínimo. Além disso, não tem como disponibilizar agentes para fiscalizar rodízio de carros e deixar os locais das obras sem ninguém. É humanamente impossível fiscalizar desse jeito”, explica Messias. Messias ainda afirma que há outras medidas que podem amenizar o trânsito da capital que não foram implementadas. “A flexibilização dos horários de trabalho é uma delas, que só foi adotada pelo Estado.

A prefeitura poderia aderir a isso também. Já é uma alternativa mais razoável”. Outra medida citada pelo diretor de trânsito é a efetivação, na prática, da lei municipal que proíbe que veículos pesados trafeguem pela região central de Cuiabá. “Mas não dá pra tentar resolver problema de trânsito com caneta. Tem que se tomar medidas concretas”, conclui Messias.

O presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, ainda questiona a viabilidade da lei, levando em consideração o transporte coletivo. “Se as pessoas não puderem ir ao trabalho e outros lugares com o seu carro, o transporte coletivo atual vai suportar uma demanda de mais 60 mil pessoas. E mais, se esse transporte é de má qualidade, elas vão querer deixar o carro em casa? Dificilmente.” Segundo Teodoro Lopes, uma outra opção para desafogar o trânsito seria a “carona solidária”, onde as pessoas revezam os dias de levar o colega ao trabalho.

Fonte: Diário de Cuiabá


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