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Transporte público: o grande desafio das metrópoles 

Se você mora em uma grande cidade, sabe que sair de casa pela manhã e enfrentar o trajeto até o trabalho ou outras atividades cotidianas é normalmente um exercício de paciência, quer use transporte privado ou transporte público. A situação é ainda mais complicada, e até constrangedora, para a grande parcela da população que depende da segunda opção. E este não é um artigo específico sobre o trânsito caótico de Maceió. Estamos em 2011 e vivemos em plena crise da mobilidade urbana, que, no Brasil, atinge as capitais e outras cidades com mais de um milhão de habitantes. Os investimentos em transporte de massa no país não acompanharam o ritmo do crescimento populacional e hoje os serviços oferecidos não atendem à demanda com a qualidade necessária: veículos sucateados, excesso de lotação e de tempo de espera nos pontos de parada são alguns dos problemas vivenciados diariamente pela população. A principal consequência está registrada em números do comércio. Somente no mês passado, a venda de veículos no Brasil cresceu 7%, com mais de 489 mil novos automóveis e motocicletas em circulação nas vias já saturadas. Não é para menos: diante das facilidades de financiamento e da fragilidade do sistema de transporte público, o brasileiro opta por motos e carros populares. Em Maceió, ao longo de 2010, mais de 23 mil novos veículos saíram às ruas, intensificando os congestionamentos em todas as regiões da capital e aumentando o tempo gasto nos deslocamentos urbanos. Se por um lado, os números são ótimos para o mercado, por outro refletem a redução da qualidade de vida dos maceioenses. Com a proximidade da Copa de 2014, Estados e prefeituras têm um grande momento para garantir recursos junto ao governo federal, viabilizando projetos de transporte público de massa. Para Maceió, o governo estadual dá suporte ao trabalho da prefeitura e já busca recursos para, entre outros projetos, um novo percurso sobre trilhos, ligando a parte alta à parte baixa da cidade, impactando na vida de 400 mil pessoas. Mas, além do transporte de massa, é preciso repensar o trânsito como um todo, eliminando gargalos em vias de fluxo intenso, garantindo a criação de ciclovias, criando corredores de transporte exclusivos para ônibus e climatizando os veículos em funcionamento, para citar alguns exemplos. É necessário que haja uma reflexão e discussão da sociedade junto ao poder público, em busca de alternativas de curto, médio e longo prazos, para se desenvolver um novo modelo de infraestrutura de transporte urbano. O importante é que o poder público ofereça transporte público de qualidade para que os cidadãos se sintam atraídos a utilizá-lo. Fonte: Globo.com

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