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Traumas na cabeça podem levar à cegueira 

Traumas na cabeça podem levar à cegueira

Traumas na cabeçaUsar o capacete e o cinto de segurança são atitudes importantes para proteger a saúde dos olhos

Segundo dados Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a 9ª maior causa de morte no mundo. A estimativa é de que, a cada dia, mais de três mil pessoas percam a vida nas estradas. Normalmente, quando não são fatais, estes acontecimentos resultam em traumatismos e ferimentos.
Dr. Tarciso Schirmbeck, oftalmologista do Visão Institutos Oftalmológicos, em Brasília, alerta que traumas na cabeça podem levar à cegueira. “Impactos muito fortes na região dos olhos, geralmente ocasionados por acidentes de trânsito, atropelamentos ou quedas, podem comprometer o funcionamento dos nervos ópticos e acarretar em perda parcial ou total da visão”, esclarece.
O especialista destaca que, após uma contusão nesta área do corpo, é necessária a avaliação da equipe do Serviço de Atendimento ao Trauma. “Neste momento, após estabilização clínica do paciente, será examinado se houve algum dano ao globo ocular. Dependendo dos resultados desta etapa, o paciente pode ser encaminhado ao oftalmologista ou não. É importante esclarecer que nem sempre os sinais de piora da visão acontecem logo após a pancada. Por isso, quem sofre algum impacto nesta região deve fazer avaliações constantes da saúde ocular”, afirma.
O oftalmologista ressalta que motociclistas correm mais riscos neste tipo de acidentes. “É muito comum que eles sofram quedas e batam a cabeça. Assim, é essencial relembrar a importância da utilização do capacete. Além disso, quando estamos no carro é fundamental o uso do cinto de segurança, que ajuda a proteger a visão”, enfatiza Dr. Tarciso Schirmbeck.
Pessoas que perdem a visão devido a traumas precisam manter um acompanhamento oftalmológico periódico. “Mesmo após a perda total ou parcial da visão, é fundamental que estes pacientes compareçam a consultas oftalmológicas e neurológicas periodicamente. Desta forma, é possível detectar se há uma evolução da lesão do nervo óptico ou globo ocular”, conclui o médico.


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