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Uso de cadeirinhas diminui mortes de crianças em acidentes 

Em acidentes, crianças correm mais riscos de lesões graves

Desde 2010 é obrigatório o uso de cadeirinha infantil para o transporte de crianças em veículos. O uso do acessório traz mais segurança e, em caso de acidentes, diminui os riscos de lesões graves. Mas, ainda assim, o equipamento não é utilizado por todos os motoristas.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de morte de crianças no trânsito caiu pouco mais de 20% desde que o uso da cadeirinha passou a ser obrigatório. Em Itapetininga (SP), foram registradas 76 multas por falta do uso de cadeirinha no ano passado. Já neste ano, foram 43 multas aplicadas. A lei imposta pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) indica que crianças com menos de dez anos devem ser transportadas no banco traseiro dos veículos.

As que têm até um ano de idade devem ser transportadas no bebê conforto, enquanto que crianças entre um e quatro anos, em cadeirinhas. As que têm de quatro a sete anos devem utilizar o assento elevado. A multa para quem não cumpre as normas é de R$ 191,54, além do registro de sete pontos na carteira de habilitação.

Nos últimos quatro anos, mais de 11,3 mil crianças morreram ou tiveram constatada invalidez permanente em acidentes de trânsito. Conforme os dados do Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), mais conhecido por “seguro obrigatório”, no ano passado 4.056 crianças de até dez anos de idade morreram e 7.302 sofreram algum grau de lesão que provocou invalidez permanente.

O uso da cadeirinha pode diminuir esses números, segundo o médico ortopedista Carlos Alberto Sacco, de Itapetininga (SP). “Antes de sair de casa, é importante verificar se a cadeira está firme e se o cinto não está retorcido, pois o mau uso também pode trazer problemas. Em casos de acidentes, as crianças sofrem lesões na cabeça, porque quando o carro desacelera, ela é projetada através do parabrisas ou do objeto que chocou-se contra o veículo. As crianças podem sofrem cortes que, em alguns casos, levam até a cegueira ou consequencias para o resto da vida”, disse ele.

Fonte: G1 Notícias


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