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Violência no trânsito: País não criou medidas inovadoras 

Violência no trânsito: País não criou medidas inovadoras

Está em vigor a Resolução 432/13 do Contran, que regulamentou a Lei Seca. Aproveitando o momento de discussão sobre o problema da violência no trânsito e as mudanças na legislação, o Instituto Avante Brasil, presidido pelo jurista Luiz Flávio Gomes, acaba de divulgar um levantamento inédito e contextualizado sobre o assunto.

O documento apresenta a evolução de 31 anos de mortes no trânsito no Brasil (1980-2010), projeção do número de mortes no trânsito durante o mês da Copa do Mundo de 2014, o impacto da Lei Seca e suas consequências jurídicas, além de uma visão internacional do problema, como o ranking mundial de mortes no trânsito e número de mortes por 100 mil habitantes.

Os levantamentos realizados pelo Instituto Avante Brasil nos últimos anos divulgados pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, datados de 2005, apontaram que 7% do total de acidentes e fatalidades que ocorrem no trânsito no país terminam em óbitos.

O mais chocante esse montante é que 71% são mortes que ocorrem no próprio local do acidente, o que evidencia como os primeiros socorros demoram a ocorrer ou não são tão bem e instrumentalizados e eficazes como deveriam.

De acordo com os números do Datasus/Ministério da Saúde, só em 2010, o Brasil matou 32.884 mortes no trânsito e totalizou 934.018 mortes desde 1980, ou seja, quase um milhão de mortes no trânsito. Nesses últimos 31 anos o crescimento no número de mortes no trânsito no Brasil foi de 115%, enquanto a taxa de mortes a cada 100 mil habitantes aumentou 33%.

Se consideradas apenas a última década (2001/2010) houve um crescimento de 40,3% nas mortes ocorridas no trânsito e um aumento de 26,6% na taxa de mortes por 100 mil habitantes. O estudo mostra que durante todos esses anos não foram criadas medidas inovadoras ou aprimoradas as já existentes a ponta de que esse crescimento fosse contido e tantas mortes evitadas. A política equivocada resume o estudo, vem investindo apenas em novas leis, sanções penais e administrativas, muitas de cunho pecuniário, visando a usar a coerção e não a conscientização para evitar imprudências no trânsito.

No entanto, o desenfreado crescimento no número de mortes tem demonstrado que apenas uma política nacional série, que se utilize da prevenção, educação e conscientização dos condutores e pedestres, do aprimoramento da engenharia nas vias, da melhoria na fiscalização, de uma punição adequada, certa e direcionada e, ainda, nos primeiros socorros imediatos, bem equipados e eficientes, será capaz de conter toda essa mortandade viária.

Projeções do Instituto Avante Brasil são alarmantes 

A cada 11 minutos e 21 segundos uma vida é perdida no trânsito brasileiro. Essa é uma constatação do Instituto Avante Brasil que, com base em números já consolidados pelo Datasus (Ministério da Saúde) até 2010, elaborou uma projeção que prevê quantas mortes poderão ocorrer no trânsito até 2060, caso a quantidade de mrotes se mantenha nesse ritmo desastroso.

Somente no ano de 2010, o Brasil matou 32.844 pessoas no trânsito, o equivalente a 117 pessoas por dia. Nos últimos 31 anos – 1980/2010 – número de mortes no trânsito cresceu 115%, atingindo um crescimento médio de 2,81% no número absoluto de mortes ao ano. Só na última década (200/2010), o crescimento foi de 40,3%, ou seja, uma taxa média anual de 4,06%.Dessa forma, o Instituto Avante Brasil criou o delitômetro, um cronômetro que começou a se mover baseado na estimativa mais atual, referente ao ano de 2012, que aponta a ocorrência de 46.395 mortes, o equivalente a 3.866 mortes por mês, 127 mortes por dia, 5 mortes por hora, ou uma morte a cada 22 minutos e 21 segundos.

Diante de tais estimativas, que muito provavelmente se mostrarão corretas ou até otimistas, somando o número de mortes no trânsito ano a no, desde 1980 até 2012 (número estimado, mais de um milhão de mortes teriam acontecido no Brasil. E caso não sejam criadas medidas que contenham a constância ou até o aumento desse crescimento (quando morrerão 313.708 pessoas), terão morrido 7.872.905 pessoas no trânsito brasileiro.

O Instituto Avante Brasil cita que os dados chocantes apontam o Brasil anda na contramão em seu sistema viário, desprezando medidas de prevenção, educação e conscientização, mantendo uma fiscalização falha, descuidando de suas vias e estradas, e assumindo o risco de matar inutilmente milhares de habitantes todos os anos.

Fonte: Jornal do Vale do Itapocu

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