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Áreas para circulação de carros devem ser reduzidas 

Com faixas de avenidas estreitas, tráfego agressivo disputado palmo a palmo por uma frota de 5,3 milhões de carros e cerca de 1 milhão de motocicletas, São Paulo, em um primeiro olhar, não seria uma cidade propícia ao uso da bicicleta. Apesar das adversidades, a cada dia aumenta o número de ciclistas que desafiam o cenário inóspito para fazer uso de um meio de transporte que faz bem para a saúde e para o meio ambiente. O urbanista Pedro Taddei, professor de planejamento urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), diz que os congestionamentos e o tráfego agressivo ainda são os principais entraves para o uso seguro da bicicleta. No ano passado, 52 ciclistas morreram nas ruas da capital, segundo balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da prefeitura de São Paulo, e 3,2 mil foram internados em hospitais públicos do estado, de acordo com a Secretaria de Saúde paulista. Não existem estatísticas oficiais sobre sobre o número de ciclistas que utilizam a bicicleta como transporte diariamente, porém a CET aponta que os que utilizam as ciclofaixas no lazer aos domingos são pelo menos 100 mil nos quase 120 quilômetros das faixas especiais. Na avaliação de Taddei, o modelo de sistema viário mais a adequado para São Paulo é o que separa ciclistas e motoristas. “Não é possível o convívio das bicicletas com veículos grandes. Esse é um convívio desigual. Haverá sempre o momento que, por um inconveniente qualquer, o motorista do veículo grande dá uma guinada e, por menor que ela seja, pode acabar com a vida do ciclista. O ciclista é menos visível que outros veículos”, diz. Taddei destaca que, no caso de São Paulo, com uma cultura de baixo índice de convívio urbano, de civilidade, não há uma condição melhor que essa. É preciso separar. O urbanista acredita que essa separação é possível desde que se diminua a espaço de circulação dos outros veículos. “Retirar um pouco desse sistema viário para passar uma bicicleta não piora de forma muito perceptível essa condição. Talvez o uso da bicicleta de forma mais segura contribua para se usar como meio alternativo ao carro”, disse. Fonte: O Povo.com.br

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