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Carnificina viária brasileira 

Carnificina viária brasileira

Carnificina do trânsito brasileiro* Texto de Rafael Kesler

Carros macabros, que matam, que esmagam, que exterminam, que devastam: ignominiosa, cruciante, decrépita e funérea lástima.

Lúgubre vergonha!

Veículos daníficos, que arruínam, que destroem, que brutalmente obliteram vidas, famílias, sonhos: horrenda desolação; plangente, sanguinária e infesta vicissitude hodierna; supliciador opróbio que incessantemente flagela nossa capenga “nação verde e amarela”.

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Pistas precárias, degeneradas, esburacadas, abandonadas, perniciosas: ultrajante realidade em inumeráveis localidades desta desarranjada, periculosa e desarrazoada Pátria. Dantesca e repulsiva calamidade que diariamente nos aflige, comumente nos atormenta, cotidianamente nos amedronta.

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 É irrefragavelmente detestável, é absolutamente desprezível o atual desmazelo e a preponderante inépcia que o Governo demonstra perante as graves e inúmeras problemáticas que envolvem nossa desastrosa e cruenta viação!

Até quando esta infanda desordem prevalecerá?!

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Insultuosa impunidade daqueles que fatalmente destroçam/matam/assassinam ou deploravelmente ferem inocentes indivíduos neste catastrófico e carnífice trânsito: aviltante despautério; funesta afronta; odioso vitupério. Revoltante e descarada injustiça! Intolerável inaptidão e asqueroso desleixo jurídico, político e governamental. Sim.

Punições ridículas, brandas, frouxas, inapropriadas, aplicadas a negligentes e/ou imperitos e/ou imprudentes motoristas-homicidas: vigente e infame desrespeito para com consternados familiares de infortunadas vítimas do caos veicular; desdém hediondo para com aqueles que tristemente padeceram em mórbidas vias deste país gigantesco – de dimensões continentais.

Punições inócuas, grotescas, débeis, tênues, indevidas, impostas a negligentes e/ou imperitos e/ou imprudentes motoristas-homicidas: vigorante e execrável ultraje para com o oprimido e enfastiado povo deste desordenado Brasil; prevalecente e abominosa violação do bom-senso, da Justiça, da lógica, da racionalidade, do obrigatório dever – por parte do Estado – de proteger a incolumidade física da vulnerável população brasileira.

Tratamento extremamente “afável, leve, suave” para horríficos motoristas-homicidas: transgressão aberrante dos “inviolabilíssimos” direitos constitucionais à VIDA e à SEGURANÇA (utopias do nosso vacilante e desestruturado Estado Democrático de Direito?!).

Ora, prezado leitor, o raciocínio é este: a predominante e arraigada sensação de impunidade proveniente de leis inadequadas e danosamente “embebidas de prejudiciais disposições que exageram na tutela dos criminosos” (em detrimento da coletividade e das vítimas) incentiva mortíferos comportamentos que colocam em risco a saúde de milhares (a escabrosa práxis corrobora esta assertiva).

De que vale o maravilhoso, excelso e lindo artigo 5º da louvável Constituição Federal (Lei Maior) preconizar que é garantida a inviolabilidade do direito à vida e – entre outros – à segurança, se esta incoerente República Federativa não cria mecanismos efetivos de defesa da vida e da segurança da estarrecida sociedade brasileira?

Se realmente gozamos de inviolável direito “de viver de maneira segura”, questiono: por que a carnificina viária e a criminalidade generalizada nos oprimem, nos tiranizam e nos imolam dia após dia, dia após dia, dia após dia…?

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 Eis alguns problemas que necessitam de urgentes soluções: estruturação da malha viária nacional (é óbvio, o Brasil também deve “desafogar” as estradas e rodovias, investindo satisfatoriamente em portos, ferrovias, aerovias e outros “sistemas de transporte”); mudanças nas atuais e desacreditadas legislações de trânsito, dispondo penalidades bem mais rígidas e apropriadas aos “motoristas e motociclistas infratores” (meio de repressão e prevenção da mortandade veicular dominante); campanhas constantes de educação de motoristas e motociclistas, com intuito de conscientizá-los sobre direção segura e defensiva.

Também é necessário, entre outras várias ações, maior rigor por parte de instituições governamentais na fiscalização das “escolas formadoras de condutores”, com o escopo de evitar que “pessoas despreparadas para condução de veículos automotores” obtenham carteira de habilitação.

Mais do que tudo: é imprescindível que nós – cidadãos atuantes, participativos, críticos – nos conscientizemos sobre o nosso caótico e sanguinolento trânsito e veementemente cobremos das entidades jurídicas, políticas, governamentais e não-governamentais por PAZ, SEGURANÇA e ESTRUTURAÇÃO nas estradas e rodovias pátrias.

É essencial que nós – analíticos e ativistas indivíduos – erradiquemos a prevalente e bizarra carnificina viária brasileira. É fundamental que combatamos aguerridamente as aborríveis incompetências jurídicas, políticas e governamentais em relação ao nosso fracassado e violento trânsito e suas drásticas conseqüências.

* Rafael Kesler. 24 anos, bacharelando em Direito (Faculdade Presidente Antônio Carlos de Araguari/MG), licenciando em Letras (Instituto Federal do Triângulo Mineiro). Autor do blog: www.rafaelkesler1234.blogspot.com Contato: [email protected]

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