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Crescem infrações por falta de utilização do cinto de segurança 

Apesar de o uso do cinto de segurança em todas as vias ser obrigatório para automóveis e outros veículos desde que o Código Nacional de Trânsito entrou em vigor, em 1998, muita gente ainda comete esta infração no Paraná. Dados do Departamento de Trânsito do estado (Detran-PR) comprovam essa situação e mostram que o número de multas aplicadas em relação a esta modalidade de infração só tem aumentado. De acordo com o órgão, somente nos quatro primeiros meses deste ano, foram registradas mais de 52 mil infrações por não utilização do cinto de segurança em todo o território paranaense, 10 mil a mais do que as estatísticas registradas no mesmo período do ano passado. Na capital, a situação de evolução da quantidade de multas por falta do equipamento obrigatório se repete. Em 2010, foram aplicadas 7.596 multas por não utilização do cinto de segurança nos primeiros quatro meses do ano. Já em 2011, o número referente ao mesmo período já subiu para 9.288. Ainda em Curitiba, o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) também possui dados que comprovam a ascensão no número de infrações cometidas por falta de utilização do cinto de segurança. De acordo com o órgão, neste ano, somente no período de férias – de 22 de dezembro de 2010 a 9 de março de 2011 -, foram registradas 1.030 notificações, o que representa um aumento de mais de 500% em relação às estatísticas do ano anterior – entre 2 de dezembro de 2009 e 17 de fevereiro de 2010 foram registradas 150 notificações. Para o soldado Gerson Teixeira, do BPTran, o motivo desse crescimento no número de ocorrências seria o esquecimento dos motoristas a respeito das leis. “A partir da lei que estabeleceu a obrigatoriedade da cadeirinha, em 2008, os motoristas se conscientizaram sobre o cinto, mas aos poucos eles foram esquecendo novamente e voltando ao desuso”. Para o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran-PR, Juan Ramon Soto Franco, os motoristas estão novamente voltando ao desuso do cinto de segurança por se sentirem confiantes, achando que não serão fiscalizados. “Muita gente acha que a polícia abaixou a guarda e que não fiscaliza mais. Quando são pegos, sempre têm uma desculpa pronta, se justificam dizendo que iam somente a um local próximo de sua residência ou que o cinto atrapalha por algum motivo”, comenta. No entanto, apesar dos números serem negativos, o advogado especialista em trânsito e presidente da Comissão de Direito de Trânsito da regional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Marcelo Araújo, acredita que os motoristas estão mais conscientes da necessidade do cinto. “Até mesmo a tecnologia está contribuindo para isso, pois os carros mais novos já vêm com dispositivos que compelem os motoristas a utilizar o cinto, mas o fator mais importante é que hoje a formação dos condutores se dá nas autoescolas e nesses ambientes eles se acostumam a usá-lo”. Riscos Mesmo com a utilização do cinto de segurança se aproximando de virar um hábito entre os motoristas, ainda existe o desafio de conscientizar os passageiros, principalmente do banco traseiro, a utilizá-lo também. “Ainda existe uma falha na fiscalização porque ela é focada nos ocupantes dos bancos dianteiros e normalmente não é verificado se os passageiros de trás também estão usando o cinto”, comenta Franco. “Como a fiscalização é feita por meio de uma mera visualização e o banco de trás é mais difícil de ser visto, os passageiros se aproveitam para não utilizar o cinto, ainda mais porque o próprio banco traseiro apresenta algumas peculiaridades, como a dificuldade para encontrar o cinto e a rotatividade dos passageiros, principalmente em táxis”, completa Araújo. No entanto, Teixeira lembra que mesmo estando no banco de trás, a não utilização do cinto de segurança pode trazer sérios danos à saúde dos passageiros em caso de um acidente grave. “Uma freagem brusca pode fazer com que o corpo seja projetado para a frente, indo de encontro ao motorista ou ao passageiro da frente. Isso pode até mesmo causar óbitos”. Outro risco que motoristas e passageiros correm ao não utilizar o equipamento é sofrer da chamada Síndrome do Para-Brisa, como explica o médico oftalmologista e membro da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Leôncio Queiroz Neto. “Quando o corpo rompe o para-brisa, estourando-o, o rosto do motorista ou passageiro é atingido, podendo causar cegueira porque o globo ocular é atingido, afetando a córnea e até mesmo a retina”. De acordo com ele, somente alguns casos possuem chances de serem revertidos, mas a maioria deles acaba causando uma situação de cegueira permanente. Fonte: O Estado do Paraná

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