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Desrespeito ao pedestre pode gerar multa 

Motoristas que desrespeitarem os direitos dos pedestres e ciclistas na cidade de São Paulo estarão sujeitos a multas a partir de 8 de agosto. É nessa data – Dia do Pedestre – que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) passará a intensificar a fiscalização de três infrações: deixar de dar preferência a quem está a pé ou de bicicleta na faixa, não esperar completarem a travessia (mesmo se o semáforo abrir) e ignorar a prioridade deles na conversão.

As duas primeiras são infrações gravíssimas, rendendo multa de R$ 191,53 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A outra, grave, custa R$ 127,69 e configura cinco pontos. A regra é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Inicialmente, a fiscalização ocorrerá na região central e no entorno da Avenida Paulista, área que desde maio conta com uma campanha para estimular o respeito aos pedestres. Além de orientadores de tráfego (os “mãozinhas”) em alguns cruzamentos, existem faixas de mobilização.

Para o perito em acidentes Sergio Ejzenberg, que é mestre em transportes pela USP, a fiscalização das duas últimas infrações é correta e necessária. “Podiam ter começado a multar dez anos atrás.” Já o primeiro desses enquadramentos pode, segundo ele, dar margem a autuações menos objetivas. “Essa infração é de aplicação muitas vezes dúbia porque é preciso ver primeiro se houve irresponsabilidade do pedestre ao entrar na via. Ele só pode atravessar quando os carros estão longe.”

A CET informou também que os agentes serão orientados “a dar especial atenção” aos veículos que não ligarem a seta para dobrar esquinas e também aos que pararem sobre a faixa de pedestres quando o sinal fechar. Infração grave, a primeira resulta multa de R$ 127,69 e cinco pontos na CNH. A segunda é considerada média (R$ 85,12) e dá três pontos.

Os marronzinhos receberão uma cartilha para se reciclarem sobre o tema. Ela traz detalhes dos comportamentos ideais de motoristas e pedestres. O Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) também poderá autuar.

O ciclista André Pasqualini, diretor da ONG Instituto CicloBR, pede rigor na aplicação das multas. “A campanha educativa melhorou o respeito à faixa de pedestres, mas foi só um pouquinho. Agora, vai começar a doer no bolso. E eu vou querer ver o pessoal multando de verdade”, disse ele.

A reportagem do Jornal da Tarde esteve nesta terça-feira em dez faixas de pedestres da cidade e contou 124 infrações. Boa parte dos veículos infratores eram motocicletas. No geral, os ônibus foram os que mais respeitaram os pedestres, principalmente no quesito não avançar sobre a faixa.

Na esquina das Ruas Líbero Badaró e Miguel Couto, no centro, diversos veículos paravam sobre a faixa, lotada de pedestres por volta das 15h. Um táxi realizou o desembarque de um passageiro ali. Para conseguir atravessar, o consultor de crédito Denis Abondanzza, de 22 anos, até fez um gesto de oração com as mãos para um motorista que avançava sobre a faixa. “É sempre o pedestre que precisa ficar mais atento”, disse.

Fonte: Jornal da tarde


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