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Fabricantes de filtros automotivos apostam na eficiência energética 

A expectativa de aumento no volume de veículos globais no País será o ponto chave para ajudar montadoras e empresas da cadeia de fornecimento a alcançar as metas de eficiência energética exigidas pelo novo regime automotivo, que vigora a partir de 1º de janeiro de 2013. Esta é a visão de players importantes do mercado de filtros automotivos, componente que garante a pureza necessária de elementos indispensáveis para o motor, como óleo, combustível e ar.

Para Raul Cavalaro, gerente de operações de produtos, marketing e vendas da Mann+Hummel, a tendência das plataformas globais é seguir o mesmo padrão de qualidade e desempenho de sistemas de filtragem de mercados mais maduros em termos de eficiência. “Os produtos da Mann+Hummel aqui no Brasil já passam pelo mesmo programa de controle de qualidade utilizado na matriz alemã, garantindo melhor desempenho. Nesse contexto, é possível dizer que já existem atividades relacionadas a pesquisa por novos materiais e processos capazes de tornar os produtos e os motores e suas aplicações ainda mais eficientes”, conta.

O executivo enfatiza que as mudanças virão de acordo com as requisições das montadoras e aponta que o fato de empresas terem sede em outros mercados, como Europa, onde a eficiência energética é mais avançada, facilitará o acesso das filiais brasileiras às inovações e tecnologias de sistemas de filtragem para automóveis. Ele aponta que os investimentos deverão contemplar ainda treinamento e capacitação de funcionários para acompanhar a tendência de evolução do mercado nacional.

Desafio

Encontrar um ponto médio entre as especificações dos diversos países e gerar produtos com características mundiais de qualidade e performance é um dos grandes desafios para fornecedores da cadeia. Segundo Pedro Basso, da engenharia avançada da Tecfil, este cenário também vale para os fabricantes de filtros, que necessitam conhecer as solicitações dos mercados e suas variações tecnológicas a partir da legislação. “Os investimentos e adequações para participar do novo cenário são inevitáveis, ficando o fornecedor sob o risco de ficar fora dos produtos entrantes.”

Basso explica que a globalização de veículos tanto leves quanto pesados já transformou o sistema de filtros utilizados no Brasil. “Até cinco anos atrás, esses componentes eram muito diferentes do que são hoje. Eles sofreram alterações significantes em seus conceitos de projeto e performance, como a linha leve, que passou a apresenta requisitos para atender motores com tecnologia que passam pelo downsizing com materiais leves, sistemas integrados de filtração, eletrônica de controle cada vez mais dominante no conjunto do motor, conceito híbrido.”

Ele acrescenta que o aumento da demanda é um fator positivo aos novos desenvolvimentos, mas aponta gargalos para que a indústria nacional possa competir em grau de igualdade com o mercado global. “Necessitamos ter uma política efetiva de incentivo a pesquisa, ao crescimento fabril, tecnologia, redução agressiva dos impostos, além de estímulos à exportação. A nova legislação brasileira é um início, mas ainda tímida com relação ao ataque mundial dos players europeus, americano e asiático”, conclui.

Fonte: Automotive Business


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