Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nossos sites, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar o Portal do Trânsito, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

19 de julho de 2024

Veja como dar uma boa aula teórica no CFC em cinco passos!


Por Mariana Czerwonka Publicado 04/05/2022 às 11h15 Atualizado 08/11/2022 às 21h11
Ouvir: 00:00

Existem estratégias que podem facilitar a vida do instrutor de trânsito e ajudá-lo a dar uma boa aula teórica no CFC. Veja o passo a passo.

Instrutor dá uma boa aula teórica no CFCExistem estratégias que o instrutor de trânsito pode utilizar para conseguir atingir o melhor resultado. Foto: Depositphotos

Dar aulas teóricas para quem vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é uma missão nobre e de extremo significado. A responsabilidade do instrutor de trânsito é um valioso compromisso social, pois os conhecimentos e a experiência que compartilha com os alunos se refletirão nos seus comportamentos como condutores e cidadãos, por toda a vida. Apesar de parecer difícil, existem estratégias que podem facilitar a vida do instrutor de trânsito e ajudá-lo a dar uma boa aula teórica no Centro de Formação de Condutores (CFC).

 


Leia também:

Veja o passo a passo de como dar uma boa aula teórica no CFC

Passo 1: planejamento da aula

Os planos de aula, principalmente os propostos pela Tecnodata Educacioanal, são sugestões para divisão dos temas e conteúdos dentro do tempo de cada aula. Além disso, sobre a utilização dos recursos didáticos e metodologia para cada tema a ser estudado. “O objetivo desses planos é orientar o instrutor na organização das aulas teóricas, ficando a seu critério fazer eventuais adaptações para melhor adequá-las à realidade do seu local de trabalho”, explica Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional.

Para que os planos de aula sejam aproveitados ao máximo, é necessário que o instrutor tenha compreendido completamente sua funcionalidade.

No plano devem constar o nome da disciplina e o número da aula ao qual o plano se refere. Na sequência deve estar bem claro o objetivo geral, que é a meta maior que aluno ao estudar esta disciplina deverá alcançar. Já, os objetivos específicos detalham as etapas de aprendizagem que o aluno deve alcançar a cada tema da disciplina.

O plano de aula também aborda a aplicação da metodologia, bem como a utilização de recursos didáticos.

Passo 2: abordagem inicial

A maneira de iniciar o curso é fundamental para que o instrutor estabeleça um ambiente cordial e positivo.

Uma das primeiras dicas é tentar eliminar a sensação de frustração e impotência que temos diante dos grandes problemas, principalmente quando pensar que sua contribuição será pequena demais para ajudar em alguma coisa. “É preciso convencer-se de que o importante é cada um fazer a sua parte”, avalia Mariano.

A abertura da aula também é uma excelente oportunidade de demonstrar com entusiasmo a importância prática do assunto a se estudar. Ou seja, tanto para a sociedade, para a família e para cada pessoa, transmitindo a sensação de que aquele conhecimento fará diferença na vida de cada um.

“Conscientize-se de que todos fazem parte do mesmo problema. Se o trânsito está inadequado e violento esse é um reflexo do comportamento de todos: condutores e não condutores. É preciso decidir como afetar o trânsito positivamente”, orienta o especialista.

Passo 3: tire proveito da experiência dos alunos

De acordo com o especialista, os grupos de futuros condutores são muito heterogêneos no que diz respeito a experiências de vida, conhecimentos, necessidades, interesses e objetivos. É necessário que o instrutor interaja com o grupo, fazendo fluir depoimentos e debates que permitam uma aprendizagem baseada em problemas reais e na discussão de casos. Estas atividades, além de permitir o compartilhamento de ideias, promovem a integração do grupo e reforçam a autoestima dos participantes. “O instrutor deverá estar atento à eventual acomodação ou diminuição do interesse dos alunos durante as aulas e combater estas tendências com perguntas instigantes, pré-elaboradas, que certamente trarão todos de volta à participação”, diz Mariano.

Passo 4: justificando a necessidade e utilidade de aprender

O instrutor de trânsito precisa ter em mente que os adultos se sentem motivados a aprender quando entendem as vantagens, bem como os benefícios de um aprendizado. Ou, ainda, as consequências negativas da falta de conhecimento. “O método deve permitir que o participante perceba suas próprias deficiências. E, também, a diferença entre atitude e comportamento ideal, quando comparados com os atuais”, ilustra o especialista.

Passo 5: participação e responsabilidade

Conforme Mariano, deve-se evitar o modelo de ensino no qual os participantes ficam aguardando que o instrutor lhes diga o que é certo ou errado e o que deve ser feito. É possível conseguir isso se, durante e após os estudos de caso, os participantes se autoavaliarem, por exemplo, tanto no que diz respeito ao aprendizado dos conteúdos como no aproveitamento geral do curso. “Se o curso tem a participação de todos, então todos se sentirão corresponsáveis pelos bons resultados”, finaliza.


Saiba mais:


Conscientização: reflexo de uma boa aula teórica no CFC

Para ter certeza que está ministrando uma boa aula teórica no CFC, o importante, de acordo com o especialista, é que o instrutor saiba que muito mais do que simplesmente conhecer leis e procedimentos necessários às aprovações nos exames de habilitação, o cidadão precisa conscientizar-se de que seu comportamento no trânsito relaciona-se com algo extremamente valioso e frágil: a vida humana.

“E, o fundamental, que para preservá-la é necessário muito mais do que simplesmente aprender a dirigir”, conclui Mariano.

 

Quer saber mais? Conheça o Manual do Instrutor da Tecnodata e outros materiais que podem te ajudar!

Receba as mais lidas da semana por e-mail

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *