16 de setembro de 2026

Jovens lideram índice de fatalidades com motos nas rodovias; ocorrências aumentam 8%, alerta Arteris

Levantamento mostra que 78% dos acidentes fatais envolveram motocicletas de até 160 cc e que o comportamento do condutor está relacionado a quase metade (49%) das ocorrências nas rodovias sob responsabilidade da empresa em SP, RJ, PR e SC.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 15/09/2026 às 11h55
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jovens motos rodovias
Em 2025, ações educativas do Programa Viva, entre elas o Viva Motociclista, já impactaram mais de 89 mil pessoas. Foto: Arteris

Acidentes envolvendo motociclistas cresceram 8% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Arteris, especialista em gestão de rodovias. Nos trechos viários administrados pelas concessionárias do grupo, o número de ocorrências passou de 2.538 para 2.741 – deste total, 2.590 casos tiveram vítimas e 69 deles resultaram em mortes. O avanço dos registros acende um alerta para a segurança viária. Manobras arriscadas nas estradas, desrespeito às leis de trânsito e comportamentos imprudentes estão entre os principais fatores associados a esse aumento. 

Conforme levantamento da companhia, o descuido do motociclista esteve associado a 49% dos acidentes registrados no período analisado (1.356 casos). Entre as demais causas mais frequentes estão a perda de controle do veículo (11%), mudanças bruscas de faixa realizada por outros veículos (8%), estouro de pneu (6%) e mudança indevida de faixa realizada pelo próprio motociclista (5%). As colisões traseiras lideram os tipos de acidentes envolvendo motociclistas, representando 29% dos registros, seguidas por quedas (27%) e colisões laterais (23%). Outro dado alarmante é que, entre as 69 mortes registradas no primeiro semestre de 2026 nas rodovias administradas pela Arteris, 17% das vítimas (12 casos) estavam sem capacete no momento do acidente.

“A Arteris atua de forma integrada e contínua para promover a segurança viária, reafirmando seu compromisso inegociável com a preservação da vida. No entanto, a construção de um trânsito mais seguro também depende da conscientização dos usuários e do respeito às leis de trânsito. Nas rodovias, todo deslocamento deve ser pautado pela responsabilidade e prudência, para que todos cheguem bem em casa”, destaca José Acacio Delmonego Junior, diretor de Segurança da Arteris e diretor-superintendente da Régis Bittencourt

Aumento das ocorrências

O aumento das ocorrências acompanha também a evolução do mercado de motos, que cresceu 6,2% no primeiro semestre de 2026, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), e praticamente 50% na última década. O movimento reflete ainda o atual cenário do mercado de trabalho no país, em que um terço dos motociclistas trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços ou têm o veículo como ferramenta principal de renda, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“As entregas por aplicativo têm impacto direto no tráfego, com muitos trabalhadores jovens circulando constantemente também pelas rodovias, em especial, nos trechos urbanos. Em alta velocidade, o tempo de reação é menor. Nesse caso, qualquer descuido pode trazer consequências graves, especialmente se você for um usuário mais exposto, como é o caso de quem utiliza moto. Por isso, a atenção precisa ser redobrada na rodovia. Manter distanciamento de outros veículos, fazer a manutenção preventiva da moto, respeitar as leis e não se arriscar em manobras perigosas são atitudes essenciais para evitar sinistros”, completa Junior. 

Os dados da Arteris mostram que as vítimas fatais têm um perfil predominante: motociclistas que utilizavam motos de baixa cilindrada. O detalhamento do levantamento revela que 78% das mortes registradas no primeiro semestre de 2026 envolveram veículos com até 160 cc.

As vítimas são majoritariamente homens (84%) e jovens entre 21 e 30 anos, faixa etária que concentra 30% dos óbitos registrados. Em comparação com 2025, a participação das motocicletas de até 160 cc nas ocorrências fatais cresceu de 72% para 78%. Dessa forma, reforçando a vulnerabilidade desse perfil de condutor nas rodovias.

Atuação integrada em prol da valorização da vida 

A Arteris possui uma forte atuação na área de segurança viária, baseada em estudos técnicos, pesquisas de comportamento, análise de tráfego, mapeamento de acidentes, aplicação de novas tecnologias e ações educativas para reduzir acidentes e mortes nas rodovias que administra, em ações coordenadas junto às concessionárias que compõem o grupo. 

Cada concessionária possui seu próprio Plano de Redução de Acidentes (PRA), elaborado pelo Grupo Estratégico de Redução de Acidentes Rodoviários (Gerar). Ele é estruturado em três pilares:

  • Engenharia: obras e projetos de infraestrutura que incluem duplicações, áreas de escape, melhorias na aderência do pavimento. Além disso, reforços de sinalização e implantação de dispositivos de segurança;
  • Operações e tecnologia: monitoramento, reforço de equipes em períodos de alto fluxo, apoio a ações de fiscalização e organização de simulados;
  • Educação: campanhas permanentes, como os Programas Viva – entre eles, o Viva Motociclista, que conscientizam motoristas e passageiros sobre atitudes seguras no trânsito. Em 2025, mais de 89 mil pessoas receberam orientações durante as ações educativas.

Esse esforço contínuo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), principalmente ao ODS 3 (Saúde e Bem-estar), resultou na queda de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no total de acidentes em 2025, no comparativo com o ano anterior, além de redução de 15% no IF3 (número de fatalidades ponderadas pelo tráfego) no mesmo período, progredindo na meta da Agenda ESG, relacionada à diminuição do índice.

Dicas de segurança

  • Redobre a atenção e a distância lateral nas ultrapassagens, especialmente de caminhões e ônibus.
  • Não trafegue pelo corredor. Essa manobra só é permitida em casos de tráfego parado.
  • Utilize capacetes certificados pelo Inmetro, que contenham adesivos refletivos e estejam dentro do prazo de validade. Afivele o capacete adequadamente e mantenha a viseira abaixada.
  • Prefira jaquetas e calças com proteções reforçadas, de cores claras ou com elementos refletivos para ampliar a visibilidade na pista. Use botas com solado resistente e luvas antiabrasivas para proteção de mãos e articulações em uma eventual queda.

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