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Profissão de guardador de carros existe há 40 anos no Brasil 

O registro da profissão de guardador de carros e lavador de automotivos existe há 40 anos no Brasil por meio de uma lei federal. No entanto, poucos são os cadastrados e a maioria não sabe que existe essa possibilidade, e o que é necessário para se regularizar. Além disso, alguns motoristas se sentem intimidados com a abordagem de alguns “flanelinhas” nas ruas de Bauru (SP).

“Hoje, apesar de muitos trabalhadores que se valem dessa atividade diminuiu muito. Até o objetivo dessas pessoas é outro hoje em dia. A lei que regulamenta a profissão tem que ser revista de acordo com as necessidades atuais. Enquanto isso não acontece, o trabalhador tem que se adequar ao que a lei pede. É preciso que esse trabalhador tenha residência fixa, tenha bons antecedentes e que ele tenha documentação em dia de identificação. Além de ter o registro dessa atividade na carteira de trabalho”, explica o gerente regional do Trabalho de Bauru (SP), José Eduardo Rubo.

Silvia Moraes é uma exceção à regra em Bauru. As atividades vão além do que se espera de uma “flanelinha”. A guardadora de carros se registrou há vários anos e, atualmente, tem uma equipe que trabalha com ela em eventos. “Eu tenho guarda de veículos em via pública, manobrista, motorista particular, motorista para casamento, baby-sitter, baby dog e segurança em residência. Eu já fiz eventos em que já fui motorista e que eu tive que buscar o cachorrinho que fazia parte desde o começo do namoro da pessoa”, lembra a guardadora de carros, Silvia Moraes.

Durante o expediente, todos usam camisa social e gravata como uniforme. “Eu gosto do trabalho e já faz um ano. Eu também não fico sem ele. Eu tenho outra profissão: sou porteiro também. E na noite, conversando com as pessoas, já faz parte da minha vida. Soma uma renda e melhora muito bem”, diz o manobrista, Paulo Silas.

E eles são organizados, anotam as placas, marcam os carros e conhecem cada proprietário. “Acho importante porque a gente se sente coagida na rua, quando eles obrigam a gente, falam valores e, às vezes, a gente volta para pegar alguma coisa no carro e não tem nem ninguém para dar o dinheiro porque não está perto. A gente se sente coagido mesmo com essas pessoas que não são totalmente organizadas”, avisa a fonoaudióloga, Juliana Castro.

Uma realidade bem diferente da que a maioria dos motoristas vive em outros pontos da cidade quando quer estacionar. Uma mulher, que teve medo de se identificar, recentemente parou o carro próximo a uma agência bancária e não pagou nada para o “flanelinha”. “Ele me ameaçou dizendo que eu não deveria parar mais o carro no território dele, que eu deveria parar em outro lugar porque se parasse ali ia ter algumas complicações. Me senti muito ameaçada por essa situação porque é um lugar público e tenho o direito de parar onde eu quiser. Não onde ele determina”.

Apesar de haver a profissão de guardador de carro, o motorista não é obrigado a pagar, muito menos pode ser coagido. “Nós não temos muitas solicitações a respeito. Mas, normalmente, durante o patrulhamento, o policial avistando ele faz a abordagem e a qualificação. A grande maioria das vezes, eles têm passagem criminal, porém, não são procurados pela Justiça. A gente orienta esse pessoal para que não faça extorsão e ameaça porque consequências serão tomadas”, alerta o tenente da Polícia Militar, Michel Prieto.

A secretária de Bem Estar Social, Darlene Tendolo, informa que o município já tentou diversas vezes incentivar o cadastro dos “flanelinhas”. Há inclusive o incentivo de uma capacitação profissional. “Já fomos, inclusive, coibindo outras práticas que não condizem com a legislação, como intimidar as pessoas.

Nós oferecemos cursos do Pronatec, que são vários, inúmeros e diversos, encaminhamento para os postos de serviço. Porque tem bastante emprego em outras áreas de Bauru e, a gente, sempre tem tentado conquistar as pessoas por esse sentido. Mas essas pessoas que tivemos contato não aceitaram”.

Fonte: Globo.com

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