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Governo anuncia investimento de 3 bilhões no transporte de SP 

O Governo Federal anunciou um investimento de R$ 3 bilhões no transporte público da cidade de São Paulo. O dinheiro deve ser usado principalmente para melhorar a circulação dos ônibus na capital.

Esse dinheiro deve ser investido principalmente em corredores e faixas de ônibus. Até agora, foram implantados 90 quilômetros de faixas exclusivas na cidade. Nossa equipe embarcou em um ônibus que passa por uma delas. Veja o resultado.

A presidente Dilma Rousseff foi a São Paulo anunciar um pacote de R$ 8 bilhões para obras na cidade. Desses, R$ 3 bilhões vão só para corredores e terminais de ônibus.

“Tirar as pessoas do transporte, colocar nas suas casas, seus lazeres, trabalho, faculdade, ou escola, é transferir e devolver vida à população”, declara a presidente Dilma Rousseff.

Dona Creonildes perde cinco horas por dia dentro dos ônibus que pega para ir e voltar do trabalho. “Sempre tem trânsito. São Paulo tem muito carro”, diz.

E às vezes tem que improvisar para conseguir sentar. Para diminuir o sofrimento dos passageiros, a prefeitura pretende usar o dinheiro federal para construir mais 99 quilômetros de corredores de ônibus.

São Paulo também tem aumentado o em número de faixas exclusivas para o transporte coletivo.

São 17h30, horário de transito complicado em São Paulo, e a gente vai testar as faixas exclusivas para ônibus. Será que o trajeto fica mais rápido?

Logo que sai do ponto, o ônibus já anda bem pela Marginal Pinheiros. Colocamos uma câmera no nosso carro de reportagem, que fez ao mesmo tempo o mesmo trajeto. Na primeira parte do caminho, ele ficou para trás.

Aqui a gente pode ver que o trânsito flui para o ônibus, na faixa de ônibus, e lá fora os carros completamente parados.

“É bem mais rápido, só o ônibus na faixa ficou bem melhor”, declara um passageiro.

“Gastava mais ou menos uns 40 minutos da Cidade Jardim até aqui. Agora está levando de 15 a 20”, diz o motorista.

Mas menos de cinco minutos depois, começam os problemas. O trânsito afunila, os carros começam a entrar na faixa exclusiva, que fica sempre à direita, por isso é permitido fazer conversões.

“Os carros invadem a pista do ônibus, né? Então não melhorou muito não”, diz uma mulher.

Por isso, um engenheiro acredita que as faixas ajudam, mas fazem menos efeito do que os corredores, onde os únicos carros permitidos são os táxis. “A faixa é um quebra-galho mais imediato”, diz.

No final, o percurso de cerca de seis quilômetros de faixa exclusiva foi feito em 20 minutos, uma velocidade média de 18 quilômetros por hora.

“Um bom resultado. O sonho médio de nós técnicos é 25 km/h”, diz o engenheiro Luiz Bottura, consultor em engenharia urbana.

Mas quando acaba a faixa exclusiva, a velocidade despenca. Dona Creonildes sonha com o dia em que ela vai deixar de perder tempo, e parte da sua vida, no trânsito de São Paulo.

“Imagina se eu saísse do meu serviço 17h e 18h30 eu estivesse em casa? Mas saio 17h do meu serviço para chegar às 20h. Queria que andasse mais rápido, né?”, declara Creonildes Pires, ajudante de cozinha.

Com a ajuda das faixas e dos corredores, a prefeitura quer elevar a velocidade média dos ônibus para pelo menos 20 quilômetros por hora. Na última medição, do início do ano, esse índice estava em 13 quilômetros por hora.

Fonte: Globo.com


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