Governo Federal habilita as primeiras 23 empresas no programa Mover
Autorizações são para fabricantes que já produzem no Brasil; dos pedidos ainda em análise, 11 são para novas plantas e modelos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou no Diário Oficial da União de ontem (9/4) as 23 portarias de habilitação de empresas do setor automotivo no programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Outros 18 pedidos permanecem em análise técnica.
O Mover é um programa federal que prevê, entre outras medidas, crédito para quem investir em pesquisas, desenvolvimento e produção tecnológica facilitadores da descarbonização da frota de carros, ônibus e caminhões. Desde seu lançamento, no final do ano passado, as montadoras instaladas no Brasil já anunciaram investimentos superiores a R$ 100 bilhões.
Podem se habilitar no programa empresas que produzam ou tenham projeto de desenvolvimento no Brasil. A maioria das autorizações iniciais são para fabricantes de veículos e autopeças que já produzem no país.
Das que permanecem sob análise, onze são para projetos de desenvolvimento, incluindo novas plantas, novos modelos e relocalização de fábricas. E três são para serviços de pesquisa de empresas que não fazem carros nem componentes, mas têm centros de P&D e laboratórios no país. As outras quatro são empresas com fábricas já em funcionamento.
Uma vez habilitadas, as empresas podem apresentar seus projetos e requisitar os créditos proporcionais aos investimentos. Eles variam de R$ 0,50 a R$ 3,20 por real investido acima de um patamar mínimo. Quanto maior o conteúdo nacional de inovação presente nas etapas produtivas, maior o crédito. A busca por mercados externos também resulta em incentivos adicionais. No entanto, caso não realize os investimentos previstos, a empresa é desabilitada e tem de devolver os recursos recebidos.
Requisitos
Independentemente de se habilitarem ou não para usufruir dos créditos financeiros, todas as empresas deverão cumprir os requisitos obrigatórios do programa.
Isso já acontecia com o Rota 2030, antecessor do Mover. No entanto, agora haverá novas exigências e métricas. Por exemplo, o critério da reciclabilidade e a medição das emissões de carbono em todo o ciclo da fonte propulsora, conhecida como “do poço à roda”. E, também, em todas as etapas de produção e descarte do veículo, ou “do berço ao túmulo”.
O Mover prevê um total de R$ 19,3 bilhões de créditos financeiros entre 2024 e 2028 , que podem ser usados pelas empresas para abatimento de impostos federais em contrapartida a investimentos realizados em P&D e em novos projetos de produção. Também prevê a criação do Fundo Nacional para Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT). A aplicação destes recursos deve ocorrer em programas prioritários para o setor de autopeças assim como demais elos da cadeia automotiva.
As empresas já habilitadas são: Toyota, Horse, Renault, Peugeot-Citroen, Volks, Sodecia, GM, Mercedes-Benz, Nissan, Honda, Weg Drive & Controls, Marcopolo, FCA Fiat Chrysler, Weg equipamentos elétricos, FTP, Eaton, On-Highway, Volks Truck & Bus, Bosch, Faurecia, FMM, Schulz e Ford (centro de pesquisa).
As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Porque o programa Mover só visa P&D ou financiamento para empresas de fabricação de veículos, enquanto não incentiva a produção de combustíveis para este setor. Como atualmente os veículos mais negociados são elétricos, nenhum a hidrogênio e hibrido com combustível renovável e ou com bateria, mas não tem um incentivo e/ou para produção de combustível renovável com biomassa, resíduo sólido urbano, restos de cultivos agrícolas, biocombustíveis que poderia entrar em programas de descarbonização com todos os viés de armazenamento e utilização de gases poluentes nos cultivos de produção de biomassa e biocombustíveis e/ou hidrogênio, bem como na produção de fertilizantes, produção de produtos gaseificados e outros.
Ainda podemos produzir energia elétrica com motores fuel cell com hidrogênio extraídos por processo de pirólise, gaseificador, compostagem, produção micro algas, etanol de milho, milheto, sorgo, batata doce, mandioca, capim elefante, sisal, carnaúba, coco da Bahia, babaçu, macaúba/ dendê e outros por reformatação.
Caso posso obter um financiamento gostaria de implantar a industrialização de biocombustíveis e hidrogênio como processo industriais de pequeno porte e distribuída regionalmente tanto para campo como para núcleo habitacional (condomínios, bares e restaurante, hotéis, outros) em consórcio com agricultura familiar, cooperativas de catadores, cooperativas de produtores rural.
Caso possível poderia obter financiamento junto as indústria automobilística que daria incentivo para adquirir combustível como no modelo nos USA (California, Texas, Nova York, etc.), com redução de 20 a 50% por cento no valor de combustível ou hidrogênio.
Caso isso for possível quero iniciar este processo de renovação para indústria automobilística ou no setor de energia elétrica utilizando os motores fuel cell estacionário.