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23 de julho de 2024

Levantamento: venda de veículos eletrificados cresce 115% no Brasil


Por Pauline Machado Publicado 22/04/2022 às 16h30 Atualizado 08/11/2022 às 21h11
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A venda de veículos eletrificados leves no Brasil segue uma tendência inversa a venda de veículos não elétricos. Veja o levantamento.

Com o melhor mês de março da série histórica, a venda de veículos eletrificados leves no Brasil cresceu 115% no primeiro trimestre de 2022, chegando a 9.844 unidades, contra 4.582 no mesmo período de 2021. Os dados são da Associação Brasileira de Veículos Elétricos – ABVE.

O levantamento aponta que os veículos elétricos e híbridos seguem uma tendência inversa a do mercado total de vendas domésticas de automóveis e comerciais leves, que, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave, caiu 25% na comparação entre os primeiros trimestres de 2022 e 2021: 374.533 contra 497.812.

Os 3.851 emplacamentos de eletrificados do último mês de março, por exemplo, representam alta de 106% sobre março do ano anterior (1.872). Além disso, de 12% sobre fevereiro de 2022 (3.435).

O estudo evidenciou, ainda, que março foi também o terceiro melhor mês da série histórica, ficando atrás somente pelos meses de dezembro com 4.545 e agosto de 2021, com 3.873 emplacamentos.

Eletromobilidade no Brasil

Hoje, a frota total de eletrificados leves no Brasil é de 86.986 veículos, contabilizada no período de janeiro de 2012 a março de 2022. Esse número pode chegar a 100 mil veículos já no final deste semestre, se mantiver a tendência e o desempenho do primeiro trimestre. O dado confirma o bom momento da eletromobilidade no Brasil que entra no terceiro ano seguido de sólido crescimento, em contraste com a queda nas vendas domésticas totais.

Os números referem-se à soma das vendas de automóveis, utilitários, SUVs e comerciais leves eletrificados, incluindo elétricos híbridos (HEV), bem como híbridos plug-in (PHEV) e totalmente elétricos (BEV).

Híbridos e elétricos

De acordo com o estudo, os veículos híbridos flex a etanol (HEV) fabricados no Brasil pela Toyota (Corolla e Corolla Cross) ampliaram a liderança do mercado brasileiro de eletrificados. Eles correspondem a 65% das vendas do segmento em março, o equivalente a 2.504 unidades, de um total de 3.851.

Somados, os HEV a etanol, gasolina e diesel chegaram a 73% das vendas em março (2.825, de 3.851) e a 68% no primeiro trimestre (6.711, de 9.844).

O mais notável movimento do mercado de eletrificados em março, porém, foi o crescimento relativo dos veículos elétricos 100% a bateria (BEV). Eles, pela primeira vez, superaram os elétricos híbridos plug-in (PHEV).

Foram 519 BEVs emplacados no mês passado: 13,5% do total de eletrificados, contra 507 PHEVs, 13%.

Pela primeira vez também houve uma queda do total de PHEVs em relação ao mês anterior: 507 em março e 689 em fevereiro. Os BEVs, por sua vez, seguem num crescimento lento e contínuo, segundo dados do levantamento.

Avaliação

Adalberto MalufAdalberto Maluf é presidente da ABVE e diretor de Marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD do Brasil. Foto: Divulgação BYD.

Conforme Adalberto Maluf, presidente da ABVE e diretor de Marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD do Brasil, os resultados do primeiro trimestre e do biênio anterior permitem duas conclusões principais. “O consumidor brasileiro já dá preferência aos veículos de baixa emissão de poluentes. Os números são claros: nos dois anos de pandemia, os eletrificados cresceram exponencialmente, enquanto o mercado de veículos a combustão regrediu. No entanto, a participação de mercado dos eletrificados ainda está abaixo do potencial do país. Apenas 2,6% no primeiro trimestre. Temos de avançar muito mais. Considerando somente os veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV), esse porcentual cai para 0,8%. A segunda conclusão é que ainda estamos muito atrasados em relação às principais áreas econômicas do mundo. Na Europa, as vendas de elétricos plug-in (BEV e PHEV) chegaram a 19% do mercado em 2021. Na China, a 15%. Nos Estados Unidos, a 4%”.

Ele considera ainda que a indústria de transformação está numa encruzilhada. Ou seja, se o Brasil não se inserir fortemente nas novas cadeias produtivas globais da eletromobilidade, vai perder competitividade.

“As indústrias nacionais, por exemplo, ficarão obsoletas. Além disso, os empregos do futuro serão criados em outros países e não aqui. Nesse sentido, um apoio claro ao transporte limpo e sustentável deve ser uma das prioridades dos novos governantes que serão eleitos este ano, por meio de uma Política Nacional de Eletromobilidade”, finaliza Adalberto Maluf, presidente da ABVE.

 

 

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