Sono ao volante preocupa durante escoamento da safra; veja os sinais de alerta para evitar acidentes
EPR Paraná e PRF alertam que fadiga e microssono estão entre os fatores que aumentam o risco de acidentes graves nas rodovias.

O aumento da circulação de caminhões e veículos de carga nas rodovias paranaenses durante o período de escoamento da safra de grãos acende um alerta para um dos riscos mais difíceis de perceber por quem está dirigindo: o sono ao volante. Conforme a EPR Paraná e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a fadiga está entre os fatores que mais contribuem para acidentes graves, especialmente em viagens longas.
Com o crescimento do fluxo de veículos pesados nesta época do ano, as duas instituições reforçam a importância de reconhecer os sinais de exaustão física e mental e realizar paradas programadas para descanso. A ação integra o Programa Conviver, iniciativa da concessionária voltada à promoção de comportamentos mais seguros no trânsito.
Fadiga reduz reflexos e aumenta o risco de acidentes
Embora muitas vezes seja subestimado, o cansaço compromete diretamente a capacidade do motorista de reagir a situações inesperadas. De acordo com a EPR Paraná, a fadiga reduz os reflexos, prejudica a tomada de decisões e pode provocar episódios de microssono, quando o condutor adormece por alguns segundos sem perceber.
Esse curto período de inconsciência pode ser suficiente para provocar colisões traseiras, invasões de faixa ou saídas de pista, especialmente em rodovias de grande movimentação.
Durante o escoamento da safra, quando milhares de caminhões cruzam diariamente as estradas do Paraná, o problema ganha ainda mais relevância, já que muitos motoristas enfrentam jornadas prolongadas e trajetos extensos.
O corpo costuma avisar antes de chegar ao limite
De acordo com as orientações divulgadas pela EPR Paraná e pela PRF, o organismo apresenta sinais claros de que o motorista precisa interromper a viagem e descansar.
Entre os principais sintomas de fadiga estão pálpebras pesadas, ardência nos olhos, piscadas lentas, bocejos frequentes e dificuldade para manter a cabeça erguida. Também merecem atenção a perda de concentração, a dificuldade para manter o veículo centralizado na faixa e o esquecimento dos últimos quilômetros percorridos.
A irritabilidade e a sensação de inquietação ao volante também podem indicar que o corpo já está próximo do limite.
Pausas regulares são fundamentais
Para reduzir os riscos associados ao cansaço, a recomendação é que o tempo de direção contínua não ultrapasse duas horas.
A orientação é realizar pausas de 15 a 20 minutos a cada duas horas de viagem ou aproximadamente a cada 200 quilômetros percorridos. Nesse intervalo, o ideal é sair do veículo, caminhar, alongar o corpo, hidratar-se e recuperar o nível de atenção.
Além de contribuir para a segurança, essas paradas ajudam a reduzir o desgaste físico e mental provocado por longos períodos de condução.
Bases de apoio auxiliam motoristas nas rodovias
A infraestrutura disponível ao longo das rodovias também pode ajudar os condutores a adotarem hábitos mais seguros.
Nos trechos administrados pela EPR Paraná existem 14 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), distribuídas ao longo dos 628 quilômetros concedidos. As unidades funcionam 24 horas por dia e oferecem estrutura com sanitários, fraldário, água, café, estacionamento e outros serviços voltados ao atendimento dos usuários.
Conforme a concessionária, esses espaços foram planejados para servir como pontos de apoio aos motoristas, especialmente em períodos de tráfego intenso.
“A segurança viária é nosso principal pilar de atuação muito importante para o Grupo EPR e, por meio do Programa Conviver, buscamos informar sobre boas práticas de segurança e mobilizar escolhas que protegem a vida. Sabemos que o período de safra exige muito dos caminhoneiros, que representam papel fundamental para economia do Paraná. No entanto, o cansaço é um risco invisível que não pode ser subestimado. Nossas bases operacionais e equipes de atendimento ao longo da rodovia estão preparadas e são pontos de apoio para esses motoristas”, afirma o gerente de Operações da EPR Paraná, Mauro Bertelli.
Respeitar os limites do corpo salva vidas
A PRF destaca que a fiscalização é importante, mas que a principal medida de prevenção continua sendo a consciência do próprio motorista sobre seus limites físicos.
Conforme a corporação, muitos acidentes envolvendo veículos pesados acontecem quando o condutor tenta prolongar a jornada para ganhar tempo, ignorando os sinais de cansaço.
“O período de escoamento da safra transforma o fluxo das nossas rodovias e exige o dobro de atenção de todos. A fiscalização que realizamos é intensa, mas a educação e a autoconsciência do motorista são indispensáveis. Muitos acidentes graves envolvendo veículos pesados ocorrem porque o condutor ultrapassou seu limite fisiológico tentando ganhar tempo. Parar para descansar não é atraso, é a garantia de que a carga e, principalmente, o trabalhador chegarão ao destino. O trabalho em conjunto com concessionárias como a EPR Paraná nos permite potencializar essa mensagem: respeitar o cansaço é salvar vidas”, alerta o inspetor-chefe da Delegacia Regional da PRF em Maringá, Pedro Faria.
A orientação final das instituições é simples: diante de qualquer sinal de fadiga, a melhor decisão é interromper a viagem por alguns minutos. Em muitos casos, uma pausa breve pode ser suficiente para evitar um acidente grave e preservar vidas nas rodovias.
