12 de julho de 2026

Roubo de cargas cai 34,3% em São Paulo nos cinco primeiros meses de 2026

Queda contínua dos registros indica avanço no enfrentamento ao crime, mas setor logístico mantém atenção aos custos e à gestão de riscos nas operações rodoviárias.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 11/07/2026 às 17h30
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roubo de cargas SP
Os dados reforçam a importância de manter políticas públicas de segurança. Foto:
jonson para Depositphotos

Os roubos de cargas no estado de São Paulo apresentaram recuo significativo entre janeiro e maio de 2026. No período, foram contabilizadas 1.060 ocorrências, ante 1.613 no mesmo intervalo de 2025, o que representa uma redução de 34,3%.

O levantamento é do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região), com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A diminuição aparece de forma consistente ao longo dos meses. Em janeiro, os registros caíram de 350 para 251 casos (-27,4%).

Já, em fevereiro, passaram de 319 para 199 (-37,6%). Em março, foram 206 ocorrências, frente a 302 no ano anterior (-31,7%). Em abril, o número recuou de 334 para 211 (-36,8%). Já em maio, houve 193 registros, ante 308 no mesmo mês de 2025, consolidando a trajetória de queda.

Para Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP, o resultado indica avanço, mas não elimina a necessidade de atenção permanente por parte das empresas do setor.

“Os indicadores mostram evolução no combate ao roubo de cargas, mas o risco segue presente na rotina do transporte. Em períodos de maior fluxo de mercadorias, como férias e datas sazonais, o nível de alerta precisa ser mantido”, avalia.

Mesmo com a redução das ocorrências, o impacto econômico do crime continua relevante para a logística e o transporte rodoviário. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 62% das indústrias registraram aumento nos custos finais em função dos gastos com segurança no transporte. Outros 45% afirmam que os investimentos gerais em proteção também pressionam o preço final dos produtos. A insegurança acaba se refletindo diretamente nos custos operacionais e no frete. Por isso, além das ações de policiamento, é essencial investir em inteligência, tecnologia embarcada e gestão de riscos”, destaca Rodrigues.

Segundo ele, medidas preventivas seguem como fator decisivo para reduzir perdas e aumentar a eficiência das operações. “Planejamento de rotas, monitoramento contínuo e capacitação das equipes são práticas que fazem diferença no dia a dia”, completa.

O levantamento da CNI mostra ainda que 20% das indústrias sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos.

As rodovias concentram a maior parte dos episódios: 68% das ocorrências acontecem nas estradas, índice bem superior ao registrado em áreas urbanas ou centros de armazenagem. Entre os produtos mais visados estão fios e cabos (60%), seguidos por ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos industriais (23%).

Para o SETCESP, os dados reforçam a importância de manter políticas públicas de segurança e, ao mesmo tempo, estimular práticas operacionais mais robustas, capazes de mitigar riscos e preservar a competitividade do transporte e da cadeia automotiva e logística.

Assessoria de Imprensa
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