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20 de julho de 2024

Pesquisa diz que 35% das perdas na audição são por excesso de ruídos


Por Talita Inaba Publicado 17/11/2012 às 02h00 Atualizado 08/11/2022 às 23h58
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Um estudo da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL) mostra que 35% das perdas de audição são causadas pela exposição excessiva aos ruídos. Os médicos alertam que uma vez perdida, a audição não pode mais ser recuperada.

O volume do celular ou do mp3 chega a 110, 120 decibéis. O equivalente à turbina de um pequeno avião. Escutar a música nesta altura por apenas 15 minutos todos os dias, já pode trazer problemas para a audição. Por isso, a legislação do trabalho, além de obrigar o uso de protetores de ouvidos, não permite que os funcionários de indústrias fiquem expostos a esse nível de ruído.

Para a agente de trânsito Rosilene Martinho, ouvir música muito alta é um vício de sua filha. “Ela acorda e já vai pra escola com o fone no ouvido e passeando na rua também não tira o fone”, disse Rosilene.

Segundo o médico Walmir D’Antônio, não é possível recuperar a audição que foi perdida. “O excesso de ruídos podem causar lesões nas células do labirinto e do nervo da audição. Essas lesões causam uma degeneração irreversível, uma “morte” dessa célula que não pode se recuperar”, afirmou.

Para evitar a perda precoce na audição, a primeira dica é deixar o rádio do carro a uma altura em que se possa conversar com as pessoas que estão no veículo. E para quem gosta de ouvir música com o mp3 ou celular, a orientação é ouvir realmente sozinho, ou seja, o som dos fones deve ser ouvido apenas por quem está usando, se alguém que estiver próximo também estiver ouvindo a música, é um sinal de que o volume está exagerado.

A audiometria já pode ser feita a partir dos quatro anos de idade. Não existe uma idade específica para passar pelo exame, mas se a pessoa estiver com perda de audição, ouvindo um zumbido ou sentindo vertigem, ele deve ser realizado. Para quem trabalha em lugares barulhentos como aeroportos, a recomendação é fazer o teste uma vez por ano.

Fonte: Globo.com

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