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Radares em Curitiba: o que está acontecendo com a fiscalização de velocidade na cidade? 

Radares em Curitiba: o que está acontecendo com a fiscalização de velocidade na cidade?
Foto: Levy Ferreira/SMCS

Alguns radares em Curitiba, localizados em pontos conhecidos pelos cidadãos, foram retirados recentemente. Qual a explicação e as consequências? Leia a matéria.

Muitos cidadãos que trafegam pelas vias de Curitiba notaram uma situação peculiar na fiscalização de velocidade na capital paranaense. Alguns radares e lombadas eletrônicas, localizados em pontos conhecidos pelos curitibanos, foram retirados recentemente.

Por exemplo: o da Avenida Nossa Senhora da Luz, esquina com a rua Fagundes Varela, que fiscalizava avanço de sinal e excesso de velocidade não está mais lá. Assim como o situado na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua José de Alencar, no bairro Cristo Rei. Esses foram alguns dos vários apontados por internautas do Portal do Trânsito, que estão localizados em áreas conhecidas pelos graves acidentes que ocorriam antes da implantação dos equipamentos.

Diante dessa situação, o Portal do Trânsito entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba para entender o que está ocorrendo em relação à  fiscalização de trânsito na cidade.

De acordo com a Superintendência de Trânsito (Setran) o motivo para as alterações é o fim do contrato com a empresa que prestava o serviço na capital.

“Há cinco meses a Prefeitura de Curitiba vem substituindo os equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de velocidade. Firmaram-se novos contratos e, com isso, a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito deu início à retirada dos equipamentos da antiga prestadora do serviço”, informa a Setran em nota.

No total, a Prefeitura retirou 204 radares e recolocou 47. Em relação às lombadas eletrônicas, das 56 existentes, permanecem 30, apenas.

Sobre a provável substituição por novos radares nos locais citados pela reportagem, a Setran diz que não é possível garantir que os equipamentos voltem ao mesmo ponto.

“A implantação e/ou reimplantação de dispositivos eletrônicos (controladores e redutores de velocidade) depende de uma série de fatores. Por exemplo: índices de acidentalidade, pesquisas de tráfego, solicitações de cidadãos, geometria e classificação da via, polos geradores de tráfego e legislação federal. Os controladores (radares) estão sendo implantados e/ou substituídos considerando estas variáveis e a legislação pertinente, assim como ocorrerá com os redutores (lombadas)”, esclarece a Superintendência.

A Setran citou, ainda, que estuda a implementação de outras soluções alternativas de intervenções em locais que já não possuem mais os dispositivos eletrônicos. “Soluções estas que podem ser lombadas físicas, faixas elevadas, correções de geometria da via ou até mesmo um reforço na sinalização do local. Em cada local estuda-se as características da via, bem como a legislação vigente. Inclusive, em algumas, a implantação em parceria com polos geradores de tráfego das proximidades, como escolas e supermercados”, garante o órgão.

De acordo com a Setran, o novo contrato já foi responsável pela instalação de 24 locais com radar fixo de fiscalização eletrônica. De um total de 47 equipamentos e de 122 faixas de trânsito monitoradas. Ainda conforme o órgão, ao final do processo, previsto para o início de 2022, haverá o monitoramento de 804 faixas de trânsito em pontos estratégicos da cidade. Isso equivale a cerca de 200 locais com equipamentos que haverá instalação ou troca pelos radares antigos.

Tecnologia dos novos radares

Conforme a Prefeitura de Curitiba, os equipamentos que integram a fiscalização eletrônica de velocidade em Curitiba e que vêm sendo instalados desde o mês de abril, possuem tecnologia de ponta. A técnica chama-se não intrusiva.

A tecnologia permite cobrir a totalidade da área definida para a fiscalização, sem as chamadas áreas de sombra. O modelo utilizado até então na cidade, instalado há mais de uma década, dava margem para que os motoristas não respeitassem a velocidade máxima permitida.

“O equipamento que agora emite as ondas é o sensor Doppler. Ele cria uma área virtual de fiscalização dentro da qual são ajustados os laços virtuais. Nesse contexto, não há possibilidade de transitar acima da velocidade permitida sem o equipamento detectar”, explica a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.

Impacto nas estatísticas

Para o especialista Celso Alves Mariano, diretor do Portal do Trânsito, essa retirada de radares em Curitiba pode passar um recado errado para a população de que há uma “afrouxada” na fiscalização do excesso de velocidade na cidade.

“A torcida é para que a solução venha rápido. Além disso, que isso não resulte em um aumento no número de acidentes e de vítimas. Precisamos, como sociedade, encontrar soluções eficazes para que as administrações públicas não permitam que ocorra esse tipo de intervalo”, argumenta.

Ouça o áudio completo do especialista sobre a retirada de radares em Curitiba.

 

 

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