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Pesquisa revela ranking de mobilidade no país 

Uma pesquisa nacional divulgada nesta semana sobre as condições de bem-estar nas cidades brasileiras revela que a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) tem o terceiro pior índice de mobilidade urbana em todo o país. As condições de trânsito e deslocamento na região ficam atrás apenas das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo. A análise do Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), realizada pelo Observatório Urbano das Metrópoles, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (Inct), reúne pesquisadores de diversas universidades. O estudo é baseado em dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010. Segundo a análise, há, ainda, uma grande diferença entre as condições de mobilidade para quem mora dentro e fora das cidades metropolitanas. Isso significa que quem precisa se deslocar das cidades da região metropolitana para o centro da capital mineira e vice-versa, pode acabar enfrentando condições ainda piores de deslocamento por conta da distância. Belo Horizonte tem 34 municípios na região metropolitana, e os níveis de Bem-Estar Urbano acabam variando entre eles. Na escala elaborada pelos pesquisadores, o índice da RMBH fica abaixo da média nacional nas cidades analisadas, atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, ficando em 13º lugar na lista dos 15 conglomerados urbanos estudados pelos pesquisadores. As regiões com melhor índice de mobilidade urbana encontrado são Florianópolis e Campinas, seguidas de Fortaleza. O índice de Bem-estar Urbano (Ibeu), segundo a pesquisa, é determinado a partir das condições de mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento ao trabalho, condições ambientais urbana, como a arborização no entorno do domicílio e a existência de esgoto a céu aberto nas redondezas das casas ou lixo acumulado nas ruas, condições habitacionais urbanas, como a densidade do número de pessoas em cada casa, ou a qualidade do material de revestimento das paredes das residências, condições de atendimento de serviço coletivo urbanos, como saneamento básico e energia, e condições de infraestrutura urbana, como a existência de iluminação no entorno das casas, pavimentação nas áreas residenciais, calçadas, meio fio, bueiros devidamente tampados e rampas para cadeirantes. No Brasil No documento publicado, os pesquisadores explicam que, segundo dados do IBGE de 2010, para chegar até seus locais de trabalho, aproximadamente 24,2 milhões de pessoas precisam se deslocar diariamente nas 15 metrópoles brasileiras. Destas, 33% gastam entre meia hora e uma hora para chegar ao trabalho. Outros 21% levam mais de uma hora no trajeto entre a residência e seu local de trabalho. Apenas 6,8% dos trabalhadores brasileiros, ainda segundo os dados do IBGE demoram até cinco minutos no trajeto entre a casa e o trabalho, e 39% gastam entre seis minutos e meia hora. A publicação revela, ainda, que entre 2001 e 2011 o número de automóveis nas metrópoles brasileiras aumentou em 63%, o que representa um crescimento seis vezes maior do que o aumento da população. um estudo recente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Econômico (IPEA) mostra, ainda, que em todas as principais regiões metropolitanas brasileiras entre 1992 e 2009 ocorreu aumento no tempo médio de deslocamento casa-trabalho. Fonte: Globo.com

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