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Shoppings começam a adaptar vagas para bicicletas 

Em uma tarde de terça, o radialista Luis Madio, 28, estaciona no shopping Ibirapuera, mas de bicicleta: “É seguro e de graça”, justifica. Como ele, outros tantos clientes demandam vagas para parquear a “bike” em shoppings da capital. São mais de 100 mil usuários em feriados e fins de semana, segundo a SPTuris, e a Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) já conta 500 mil pessoas que pedalam ao menos uma vez por semana em São Paulo. Para abrigar esse contingente, a prefeitura promete novas regras para bicicletários. Destino de 45,5 milhões de visitas mensais na cidade, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), os shoppings terão seus estacionamentos afetados pela lei municipal nº 15.649/2012. Aprovada em dezembro, ela obriga empreendimentos privados com mais de cem vagas para carros a destinar 5% às “bikes”. Determina também que a prefeitura estabeleça os detalhes do serviço, o que deve ser feito nos próximos dias, informa a gestão, que não antecipa o conteúdo das mudanças. A sãopaulo visitou 14 shoppings para avaliar se eles estão prontos para receber ciclistas. Na visão de cicloativistas, embora se antecipem à regulamentação legal, os centros não raro derrapam ao adequar os bicicletários às necessidades dos usuários. Procurados, eles reiteraram o cuidado com a clientela em duas rodas e, em alguns casos, anteciparam melhorias, como o VillaLobos e o Bourbon. Ciclista aos domingos, o publicitário Renato Costa, 31, diz pedalar até o shopping Morumbi, mesmo que, para ele, sacolas e “bikes” não combinem: “O bicicletário é eficiente e espaçoso e há funcionários por lá”. Para o diretor da Ciclocidade, Thiago Benichio, usuários como Renato devem ser ouvidos. “É importante que o bicicletário seja bem-feito. Um teste simples já revela falhas, como paraciclos inadequados.” À ESPERA DE REGULAMENTAÇÃO Desde 2005, ao menos três iniciativas legais tentaram regular o estacionamento para ciclistas, mas nenhuma foi adiante. Por ora, não há especificações técnicas nem punições para os desobedientes. A lei aprovada em dezembro afeta os centros novos. Para os atuais, valerá apenas em casos como reformas, quando é preciso obter novo alvará. Eldorado e Market Place, por exemplo, ambos com 3.200 lugares, teriam que reservar 160 às “bikes”. Hoje são 31 e dez, respectivamente. A quantia não seria exagerada? Para William Cruz, do site Vá de Bike (vadebike.org), “as leis são feitas pensando no amanhã. [Os 5%] podem ser pouco daqui a cinco anos.” O autor do projeto, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD), concorda: “É preciso dar condições aos cidadãos para incentivar as ‘bikes'”. O prazo para a regulamentação da lei expirou em fevereiro. No início de abril, a subcomissão de Mobilidade Urbana, ligada à Comissão de Trânsito, enviou um requerimento para o prefeito Fernando Haddad (PT) inquirindo-a sobre a demora. Em nota, a assessoria da prefeitura diz que “uma minuta de decreto regulamentando a lei está em fase de revisão jurídica e deve ser sancionada nos próximos 15 dias”. Para o vereador Ricardo Young (PPS), presidente da subcomissão, “a regulamentação vai melhorar a receptividade ao público ciclista”. Já o diretor-presidente da Abrasce, Luis Fernando Veiga, credita a acolhida à própria demanda: “Imaginemos uma explosão no uso que torne os 5% insuficientes. Os shoppings vão esperar outra lei [para criar mais vagas]? Claro que não”. E completa: “Quanto menos o poder público se meter, melhor”. Fonte: Folha.com

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