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Taxista cria aplicativo de segurança para proteger categoria 

Taxista cria aplicativo de segurança para proteger categoria

aplicativo de segurançaCom dois meses de criação, canal já conta com quase mil usuários

Devido ao significante aumento da violência em Belo Horizonte e região metropolitana, um taxista da capital mineira resolveu criar um canal de segurança para a categoria com o uso da tecnologia.

Flávio Simões Gonzaga, de 31 anos, desenvolveu o  aplicativo “Uai Noturno Taxistas BH”. O canal já conta com quase 900 integrantes, desde a data da estreia no último dia 14 de setembro.

Gonzaga, taxista há nove anos, é o moderador chefe, mas conta com a ajuda de outros três colegas para administrar o canal e organizar os cadastros.

— Para fazer o cadastro, os taxitas precisam fornecer apenas a carteirinha que comprove que ele exerce a profissão, número de telefone e placa do carro que usa para trabalhar.

Segundo Gonzaga, o principal objetivo do aplicativo é garantir mais segurança para os taxistas, além de facilitar a troca de informações sobre trânsito e passageiros.

— O principal objetivo do “Uai Noturno Taxistas BH” é a segurança. O canal é formado basicamente por taxistas que estão cansados de sofrer com o aumento da criminalidade e que não acreditam mais em sindicato, associações e forças de seguranças.

Crimes

De acordo com o presidente da ACAT (Associação dos Condutores Auxiliares de Táxi), José Estevão de Jesus de Paulo, de 53 anos, o aumento de crimes contra taxistas é grande nos últimos anos na capital e região metropolitana. No entanto, a associação não tem estatísticas referentes aos crimes.

— Não temos números dos crimes, uma vez que, na maioria das vezes, os taxistas não registram boletim de ocorrência por acharem que irão gastar muito tempo. Eles acreditam que não serão ressarcidos dos prejuízos sofridos

Conforme Paulo, o taxista que não tem o seu próprio veículo prefere ter mais tempo para fazer mais corridas e ter dinheiro para pagar a diária, do que ficar horas em uma delegacia registrando o B.O.

A mesma falta de registro dos crimes por parte dos taxistas foi apontada pelo Sincavir-MG (Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Autônomos de Bens de Minas Gerais). Porém, o sindicato estima que de quatro a cinco taxitas são assaltados por dia, uma média de 140 por mês.

Para Gonzaga, o número de assaltos contra taxistas aumentou devido ao fato de que os traficantes estão criando o costume de usar os táxis para transportar os entorpecentes que comercializam.

— Pelos locais que os táxis estão sendo abordados, abandonados e transitando enquanto estão no poder dos criminosos, é possível concluir que os nossos veículos estão sendo usados no transporte de drogas por toda a capital mineira e região metropolitana

Como funciona o aplicativo

Depois de cadastrados, os taxistas necessitam de acesso à internet para conseguir usar o “Uai Noturno Taxistas BH”. Normalmente, o canal é usado pelo rádio dos táxis ou pelo celular e ou tablet.

Para que o taxista que pede socorro não seja descoberto pelos criminosos, Gonzaga ainda teve a ideia de criar uma cartilha de códigos, que é fornecida e explicada para os novos usuários do aplicativo.

— Por meio desses códigos, o motorista consegue pedir ajuda sem ser descoberto e, quando o assaltante assusta, já está cercado por vários taxistas e ainda é surpreendido pela Polícia Militar.

Fonte: R7 Notícias


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