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Até 2016, quase todos os carros terão câmbios automático ou automatizado 

Até 2016, quase todos os carros terão câmbios automático ou automatizado

Câmbio automático ou automatizadoConcorrência forçará oferta das transmissões que dispensam o pedal da embreagem

O trânsito intenso nas grandes cidades e o próprio avanço da tecnologia forçarão, nos próximos dois anos, um movimento que se mostra irreversível: a oferta de câmbios automáticos ou automatizados nos carros. Item de luxo nos anos 90, as transmissões que dispensam o pedal de embreagem chegarão os carros populares até 2016 e invariavelmente terão demanda crescente em nome do conforto — e em alguns casos, da economia de combustível.

Confira a seguir os populares que já possuem ou terão, em breve, versões automáticas/automatizadas.

Renault

Um dos lançamentos mais aguardados de 2014, o novo Renault Sandero chega às lojas ainda na primeira metade do ano completamente renovado e com câmbio automatizado inédito, revelado de forma inusitada — a transmissão já consta no manual do proprietário do sedã Logan, que também terá a caixa em sua gama

Obviamente, o sedã Logan também terá o câmbio automatizado de cinco marchas disponível em seu leque de versões. A dúvida é quando a transmissão ficará disponível, se vai estrear com o Sandero ou nos dois compactos simultaneamente. Neste último caso, a transmissão pode ficar para o Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de outubro.

Ainda na gama Renault, o Sandero Stepway terá a mesma caixa automatizada. Contudo, a versão aventureira só deve estrear no segundo semestre, tendo como palco justamente o Salão de São Paulo.

Volkswagen

Lançado no fim de fevereiro, o Volkswagen Up ainda terá novidades no decorrer de 2014, e uma delas é justamente a introdução do câmbio automatizado I-Motion, já disponível na família de compactos (FoxGolVoyageSpaceFox ePolo). Não há uma data prevista para a estreia da transmissão. Nosso palpite é de que a caixa chegue ao novo popular no segundo semestre, também no Salão de São Paulo, entre outubro e novembro.

Com cinco marchas, modo sequencial e três posições (Neutro, Drive e Ré), o câmbio I-Motion surgiu em 2009 e, pouco a pouco, foi introduzido na gama de compactos pela Volkswagen. A transmissão custa cerca de R$ 2.500 — a metade do preço de um câmbio automático convencional, com conversor de torque. A diferença está justamente nesta peça: em vez do conversor, a caixa é gerenciada por um cérebro eletrônico (unidade de comando), responsável por realizar as trocas de marcha, considerando parâmetros pré-definidos pela fabricante.

Neste mês de abril, a Volkswagen apresentou a segunda geração do câmbio I-Motion, junto com a linha 2015 de Gol, Voyage e Saveiro e o novo motor 1.6 16V MSI. De acordo com a montadora, a transmissão está mais rápida na leitura das informações. Disponível por enquanto apenas no Gol Rallye, a caixa recebeu a “versão 2” do software de gerenciamento eletrônico e está mais suave e dinâmica nas trocas de marcha.

A transmissão também será lançada no restante da linha ao longo de 2013, incluindo o hatch Fox, que deve ser reestilizado dentro em breve, na última atualização antes de se tornar um carro global — feito sobre a plataforma MQB, usada pelo novo Golf. Detalhe importante: o I-Motion seguirá com a oferta do modo sequencial com borboletas (paddle-shifts) no volante.

Fiat

Na arquirrival Fiat, o câmbio Dualogic, pioneiro entre os automatizados no Brasil, já recebeu sua segunda geração em 2013 e seguirá com demanda crescente dentro da gama da marca italiana. Inclusive, a caixa deve chegar ao modeloNovo Uno na reestilização que será promovida no segundo semestre deste ano.

O Uno mudará pouco. Porém, as maiores mudanças serão feitas no interior, que terá painel novinho em folha e deve ganhar a transmissão automatizada para poder brigar com o Volkswagen Up, seu rival direto. Especulações dão conta de que o modelo pode não ter alavanca — as posições do câmbio Dualogic seriam acionadas por botões

Disponível em praticamente todos os modelos compactos nacionais, o câmbio Dualogic ganhou, na segunda geração, a função “Creeping”, que mantém a primeira marcha engatada para simular um câmbio automático convencional. Antes, quando parado, a transmissão não movia o veículo, como se estivesse em modo “Neutro”.

Chevrolet

Mais arrojada após uma década sem grandes inovações, a Chevrolet já disponibiliza opção de câmbio automático de seis marchas nos compactos Onix e Prisma desde 2013. A caixa estreou no mexicano Sonic e no médio Cruze.

Inicialmente, o câmbio automático da Chevrolet não oferecia modo sequencial para trocas manuais. A opção surgiu justamente na dupla Onix/Prisma, em 2013, com melhorias promovidas. Segundo a General Motors, a transmissão foi recalibrada e passou a oferecer trocas 50% mais rápidas, além do modo manual.

Hyundai

Sucesso de vendas desde a sua estreia, em outubro de 2012, o Hyundai HB20 chegou ao mercado brasileiro já com opção de câmbio automático — este convencional, mas apenas com quatro marchas.

A principal diferença em relação ao câmbio dos Chevrolet Onix e Prisma é a ausência do modo sequencial. No caso do Hyundai, a transmissão possui apenas modos de “reduzida”, com as posições “3”, “2” e “L” (de Low), para situações que requerem o máximo de torque na saída, como em rampas.

A transmissão automática de quatro marchas da Hyundai — disponível no trio HB20, HB20S e HB20X — é um dos poucos itens defasados diante da concorrência, em especial os dois compactos Chevrolet.

Nissan

Sem opção de câmbio automático desde o lançamento, o novo Nissan March estreia em maio e, por enquanto, seguirá sem a oferta de transmissão que dispensa o pedal de embreagem.

Contudo, é quase certo que a marca japonesa disponibilize um câmbio automático para o March nos próximos meses, até para dar sequência ao plano de crescimento que envolve a construção da fábrica em Resende (RJ).

Ford

Outro que, por enquanto, não tem previsão de ganhar  versão com câmbio automático é o novo Ford Ka. Com lançamento definido para o período da Copa do Mundo, o compacto chega às concessionárias brasileiras até julho nas carrocerias hatch e sedã (esta inédita). O hatch será equipado apenas com o novo motor 1.0 de três cilindros e câmbio manual.

Ford nega até o momento e, por questões de custo, faz sentido que o novo Ka não receba o câmbio Powershift, com dupla embreagem e seis marchas. Esta transmissão, a mais moderna do Brasil para compactos, por enquanto está restrita ao New Fiesta, o EcoSport e o médio Focus — carrocerias hatch e sedã.

Com custo elevado, a transmissão Powershift deve ficar de fora até do inédito Ka Sedan, que terá opção em sua gama o motor 1.5 flex de até 111 cv disponível no New Fiesta. Até o momento, a caixa automatizada é associada apenas aos motores 1.6 flex e 2.0 flex do trio New FiestaEcoSport e Focus.

Fonte: R7 Notícias

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