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Blindagem de veículos segue em alta no país 

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) revela que a blindagem automotiva segue em alta no país. De acordo com o levantamento da entidade, 4.275 veículos receberam esse tipo de proteção nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 4,92% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A pesquisa teve a participação de 34 blindadoras associadas à entidade, cinco a mais do que na pesquisa anterior. Esse aumento de representatividade é, inclusive, um dos indícios que explica o aumento registrado na blindagem automotiva, além, obviamente, do constante medo diante da violência urbana, explica Christian Conde, presidente da Abrablin. As 34 blindadoras associadas representam 80% da produção total de veículos blindados no Brasil.

Para Conde, o aumento pela procura da blindagem automotiva também é explicado pela correria de última hora de interessados em comprar carros importados antes do aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Importados), anunciado e aplicado pelo governo no final de 2011. Esses carros estacionaram nos pátios das blindadoras nos primeiros meses desse ano, contribuindo para o crescimento do segmento em 2012, explica o presidente da Abrablin.

O levantamento também mostra que a blindagem automotiva cada vez mais tem extrapolado o eixo Rio São Paulo. O estado paulista segue em primeiro, com a concentração de 70% da produção de blindados. O Rio de Janeiro ocupa a segunda colocação, com 12%. Mas estados das demais regiões do país também aparecem no ranking. O estado pernambucano é o terceiro, com 4%, seguido pelo Pará, com 3%, e Paraná, com 2%. Os 9% restantes são distribuídos entre os estados do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Essa descentralização tem sido sentida ano após ano, o que revela que a violência e a sensação de insegurança acompanham brasileiros de todas as regiões do país, afirma Conde.

A pesquisa da Abrablin revela ainda o perfil do usuário de blindagem no primeiro semestre do ano. A maioria (65%) continua sendo composta pelo sexo masculino. Desse universo, 27% estão na faixa etária que vai de 40 a 49 anos. Já com relação às mulheres usuárias da proteção balística (35%), a maior parcela, ou 25%, está na faixa de 50 a 59 anos. Do número total dos usuários, 75% são executivos/empresários; 9%, artistas/cantores; 7%, juízes; 6%, políticos; outras ocupações (3%) completam o perfil.

Entre os carros mais blindados no semestre, de acordo com a entidade, a Range Rover Evoque, modelo da Landrover, foi a campeã, seguida pelo Tiguan, da Volkswagen. O Jetta Sedan, também da Volks, ocupa a terceira posição no ranking. O Corolla, da Toyota, e o XC 60, modelo da Volvo, completam o rol dos veículos mais blindados durante os seis primeiros meses de 2012.

A blindagem mais praticada no mercado continua sendo a de nível III-A, que suporta até tiros de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum. Esse nível de proteção é o mais adequado à atual realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo (revólveres, pistolas e submetralhadoras) em mãos da criminalidade, afirma Conde.

Para dar a proteção desejada, o veículo blindado passa por um complexo processo e que envolve mão de obra especializada. Para a instalação dos materiais, é preciso que algumas partes do carro sejam desmontadas. O nível de blindagem é o que determina as características dos vidros, painéis balísticos e chapas de aço a serem usados. Esses materiais são preparados e moldados de acordo com cada tipo de veículo.

A tecnologia embargada nos veículos tem sido cada vez maior, o que torna o processo de blindagem um serviço a ser executado necessariamente por mão de obra especializada. Algumas montadoras, inclusive, realizam cursos para mostrar cuidados específicos nos momentos de desmontagem e remontagem dos carros, explica Fábio Rovedo de Mello, da blindadora paulista Concept, uma das grandes do país.

Algumas partes recebem atenção especial, como a junção das portas com as bordas dos vidros, onde deve ser previsto o recobrimento de aço. Concluída a instalação dos materiais, o revestimento interior é recolocado no veículo para que o acabamento mantenha a aparência original. O processo completo de blindagem demora, em média, 30 dias. O mais importante é que tanto a parte opaca (lataria) quanto a parte transparente (vidros) recebam a proteção, de modo que a vida dos ocupantes do veículo seja totalmente preservada, diz Rovedo.

FONTE: Seminovos


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1 Comentário

  1. marcia Regina Lopes da Silva

    eu vendi o carro só com o recibo de compra, chegou muito IPVA, tem muita também. o que faço

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