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Conar avaliará anúncio da Jeep que prega "direção selvagem" 

O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu um processo ético para avaliar um anúncio da Jeep veiculado em algumas publicações do País que supostamente incentiva a “incivilidade” no trânsito. A propaganda mostra dois veículos da marca estacionados sob as frases: “A cidade é uma selva. Seja um predador”.

A medida foi estimulada por uma reclamação do empresário e coordenador da ONG Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew. Para embasar seu questionamento, argumenta que “o trânsito mata 50 mil pessoas por ano no Brasil e deixa outras 120 mil com sequelas”. Em nota, o Chrysler Group do Brasil informou que “incentiva a direção segura e responsável em todos os momentos”.

Sobre o processo no Conar, a empresa disse que não pode se pronunciar, pois ainda não foi oficialmente intimada. Nos próximos dias, o Conar decidirá se concede uma liminar para fazer com que o anúncio deixe de ser publicado. Se isso acontecer, a propaganda precisa ser retirada de uso imediatamente. Em caso negativo, ela pode continuar a ser veiculada até a data do julgamento do processo, previsto para o mês que vem.

Nessa reunião, o plenário do Conselho de Ética da entidade, composto, no total, por 180 membros, decidirá se arquiva a representação ou se aplica uma “pena” para o anunciante. As punições podem ser duas: interromper a divulgação do anúncio ou solicitar que ele seja alterado, removendo só a parte julgada “antiética”. No caso específico, o mais provável é que essa seja a opção escolhida, já que só as frases teriam sugestão de agressividade.

O Conar é uma ONG e não tem autoridade para vetar nenhuma propaganda. Contudo, quando a entidade pede a alteração ou a remoção de um anúncio sempre é respeitada. A entidade abriu o processo contra uma das revendedoras da Jeep situada em São Paulo e não contra a Chrysler, responsável pela marca. Isso porque a ação sempre é contra quem publicou o anúncio. Mas a concessionária, a Divena, se defende. “Quem faz o layout, a propaganda, é a fábrica. Daí eles nos repassam a arte só para colocarmos nosso logotipo”, afirma Lilian Rosa, de 42 anos, analista de marketing do estabelecimento.

Com informações da Agência Estado


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