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Tive um AVC, posso voltar a dirigir?  

Conversamos com uma especialista, que detalha como o AVC ocorre, tipos de tratamentos e quando pode ser possível voltar a dirigir


Por Accio Comunicação Publicado 19/03/2024 às 13h30
 Tempo de leitura estimado: 00:00
Homem com a cabeça ao volante.
Foto: Freepik.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi a causa de 110.058 mortes em 2023, de acordo com Portal da Transparência do Registro Civil da ARPEN Brasil. Esse tipo de acidente gera a interrupção (isquemia) do fluxo sanguíneo de uma artéria do cérebro, ou por hemorragia (rompimento) de algum dos vasos que irriga o cérebro. Felizmente, na fase aguda, quando o paciente apresenta os primeiros sintomas, é possível agir e minimizar as sequelas de um AVC. Para isso, é imprescindível a ida ao pronto-socorro no menor tempo possível.  

Segundo a neurologista e professora de medicina na Uniderp, Aline Marques, os sintomas do AVC dependem de qual artéria foi afetada.

“Cada artéria é responsável por levar nutrientes e oxigênio através do sangue para partes diferentes do cérebro”, destaca.  

A neurologista cita alguns exemplos. Em primeiro lugar, se a interrupção ocorrer no córtex cerebral, o paciente pode perder os movimentos do lado esquerdo do corpo. Vale ressaltar que essa parte está localizada no lobo central do lado direito, também chamada de pré-central.  

Do mesmo modo, se a interrupção ocorrer no temporal do lado esquerdo, que é responsável pelo entendimento da fala, o paciente pode deixar de entender o que os outros estão falando.

“Se houver um comprometimento na artéria que leva sangue para a região de trás do cérebro, occipital, a pessoa, perde parte da visão ou toda a visão. Isso depende da extensão do comprometimento”, ressalta Dra. Aline Marques.  

Caso o comprometimento do fluxo do sangue se prolongue por muito tempo, o cérebro acaba sofrendo o que é chamado de “morte neuronal”. Assim, o paciente pode ficar com graves sequelas. “Se ocorrer um tratamento rápido, conseguimos desobstruir a artéria. Também tiramos o trombo que está atrapalhando o fluxo sanguíneo. Assim o tecido cerebral volta a receber nutrientes e oxigênio e os sintomas melhoram”, salienta.  

As sequelas de um AVC podem interferir na hora de dirigir?  

Homem com a mão na cabeça
Foto: Freepik.

A resposta é sim. De acordo com a neurologista Aline Marques, a interferência das sequelas do AVC ao dirigir pode acontecer caso o paciente não receba o tratamento rápido.

“Por exemplo, se ela tiver perda de movimento de todo um lado do corpo, isso pode atrapalhar a mexer no câmbio do carro, acionar o acelerador com o pé, etc.”, relembra.  

Outro exemplo é o quando o paciente teve AVC que afetou a parte responsável pela visão, e portanto, pode não enxergar para dirigir.  

A neurologista lembra, entretanto, que muitos pacientes com sequelas motoras conseguem recuperar parcialmente a força, por exemplo. Logo, fazendo algumas adaptações no automóvel, pode ser possível voltar a dirigir. “Essa avaliação das necessidades na direção veicular acontece pelo neurologista, que dá assistência ao paciente, e pela junta médica do Detran”, ressalta.  

O outro tipo de tratamento é o chamado crônico, quando se trata as sequelas do AVC.

“Por exemplo, se o AVC atingiu a parte motora, ele(a) fará fisioterapia. Além disso, deve tomar medicações para melhorar a rigidez dos membros e para prevenção de um novo AVC. Se a sequela é na parte da fala, realizará sessões com a fonoaudióloga. E assim por diante”, diz.  

Quem teve o AVC pode voltar a dirigir? 

A boa notícia é que é possível, sim, voltar a dirigir mesmo após um AVC. De acordo com a neurologista Dra. Aline Marques, há pacientes que se recuperam totalmente do AVC. Daí a importância do neurologista e do médico do Detran avaliarem as sequelas provocadas e se há possibilidade, com alguma adaptação ao automóvel, de voltar a dirigir.  

E você, conhece alguém que sofreu um AVC e voltou a dirigir? Conte aqui para nós!   

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