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25 de fevereiro de 2024

Tema de igualdade de gênero no trânsito em exame para CNH vai à CCJ

O PL 1467/2021 inclui o tema da "igualdade entre mulheres e homens no trânsito" no curso de formação de condutores e no exame escrito para obtenção da CNH.


Por Agência de Notícias Publicado 03/12/2023 às 15h00
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igualdade de genero
Arns leu na CDH relatório de Randolfe, que foi favorável à proposta de Contarato sobre igualdade de gênero no trânsito em exame para CNH. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou na semana passada, o PL 1467/2021, que inclui o tema da “igualdade entre mulheres e homens no trânsito” no curso de formação de condutores e no exame escrito para obtenção da carteira de motorista. O projeto do senador Fabiano Contarato (PT-ES) ganhou parecer favorável do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele agora segue para decisão final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503, 1997) para condicionar a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) à realização de curso e de exame sobre a igualdade entre mulheres e homens no trânsito. Caso vire lei, a aplicação das normas ocorrerá após 180 dias da publicação.

Na justificação da proposta, o autor enfatiza a desigualdade ainda existente entre mulheres e homens no trânsito. Ou seja, isso é revelado pelo preconceito e discriminação aos quais a condutora mulher está sujeita. Além disso, pela violência praticada contra a mulher em transportes públicos ou privados.

O relator foi favorável assim como apontou que a formação dos candidatos à habilitação deve acompanhar as mudanças socioculturais. Dessa forma, adaptando e aprimorando os conteúdos de seus cursos e exames para garantir que os novos condutores entendam a importância de não haver qualquer tipo de discriminação contra as mulheres. Quem leu o parecer na reunião foi o senador Flávio Arns (PSB-PR):

“Especialmente no trânsito, tem-se o uso corriqueiro de expressões inferiorizantes que expressam a desigualdade entre mulheres e homens e a resistência hostil à presença das mulheres. Dessa naturalização de comportamentos preconceituosos e discriminatórios decorrem consequências graves. A título de exemplo, podemos mencionar o desincentivo à mobilidade da mulher e, consequentemente, à sua presença no mercado de trabalho, o aumento do medo de dirigir e, ainda, a permanência e o aumento da prática de crimes contra a dignidade sexual em transportes públicos e privados, os quais são frequentemente noticiados. Ademais, relata-se que a agressividade e os posicionamentos machistas contra as mulheres têm início, por vezes, já no ambiente de formação dos candidatos à habilitação”, aponta o relatório, lido por Arns.

As informações são da Agência Senado

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